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Governo iraniano anuncia produção de míssil de curto alcance. Analistas prevêem problemas para o presidente Lula

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O Governo do Irã anunciou ontem, dia 7 de março de 2010, que está produzindo um míssil de curto alcance com capacidade de atingir alvos com até 1.000 toneladas, de acordo com o divulgado na mídia iraniana. O míssil foi batizado como Nasr1 (Vitória1). Está sendo afirmado ainda que o artefato pode ser lançado do chão e adaptado para lançamento de helicóptero e submarino.

Juntamente com este anúncio, foi divulgada a construção de uma rampa de lançamento de mísseis, a qual se afirma que será usada para colocar em órbita um satélite de 100kg, nos próximos dois anos.

Analistas internacionais, baseando-se em fontes de inteligência, têm afirmado que a tecnologia para a construção da rampa, tanto quanto do míssil, foi adquirida dos norte-coreanos, uma vez que fotos e dados obtidos confirmam que se tratam tanto das mesmas plantas (no caso das rampas de lançamento iraniana e norte-coreana), como dos mesmos modelos de mísseis, uma vez que similares são desenvolvidos na Coréia do Norte.

A situação continua em processo de radicalização e, nos EUA, o governo começa a se mobilizar para executar as ameaças feitas pelo seu governo. Dentre elas, a aplicação de recursos legais, comercias e econômicos aos países e empresas que tem ignorado às medidas adotadas contra o governo do Irã.

É o caso da empresa brasileira Petrobrás, que foi listada por parlamentares estadunidenses. Eles entregaram ao presidente do país, Barack Obama, um documento contendo o nome de várias empresas que recebem investimentos dos EUA, mas estão ignorando as exigências que foram feitas para adquiri-los.

Segundo divulgado, a Petrobrás recebeu 2,2 bilhões de dólares de empréstimos do EXIMBANK e mantêm negócios no Irã, no valor de US$ 100 milhões de dólares.

Como o governo do Brasil tem mantido sua posição em relação à questão do programa nuclear iraniano, a tendência é de que os diálogos com os EUA se dificultem. Os norte-americanos têm trinta dias para apresentar proposta de negociação acerca da retaliação brasileira contra si, autorizada pela “Organização Mundial de Comércio” (OMC). 

O contencioso diz respeito à questão dos subsídios do governo dos EUA à sua produção de algodão, que levou o Brasil a entrar com demanda na OMC. O valor da retaliação é de, aproximadamente, 829 milhões de dólares (até o final da semana passada, o valor estimado para retaliação estava em 456 milhões de dólares). Certamente, a questão da Petrobrás será usada como contrapeso na negociação que será feita em breve.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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