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Grupo de ex-líderes europeus faz alerta contra aproximação entre Rússia e EUA.

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Um grupo composto por 22 ex-líderes europeus apresentou uma carta manifesto contra a atual aproximação entre a Rússia e os EUA. De acordo com o manifesto existe a preocupação com relação à força que os russos têm adquirido e a percepção de que, apesar da queda da União Soviética, o comportamento imperialista da Rússia se manteve. Nas palavras contidas na carta: a “Rússia volta como uma potência revisionista, perseguindo uma agenda do século 19”.

 

Fatos como o corte de fornecimento de gás à Ucrânia e outros países europeus foram usados como demonstração de que o comportamento não se alterou, pois foram mantidas as perspectivas imperiais e expansionistas.

Por essa razão, as reivindicações do grupo são de que a OTAN seja reforçada e não se abandone o projeto do escudo antimísseis dos EUA (com duas bases: uma na Polônia e outra na República Tcheca), que está sendo afastado, dando-se prioridade a um novo escudo, agora global, com a participação decisiva da Rússia. Desejam ainda que os EUA reforcem as ações da União Européia contra a dependência energética russa.

As questões envolvidas, contudo, são mais profundas. Aos EUA é tão importante frear o avanço russo quanto o avanço e consolidação da Europa unificada, pois são concorrentes de peso para a hegemonia norte-americana no cenário internacional.  

O apoio aos russos garante economia de recursos no enfrentamento de problemas que pululam pelo Oriente Médio, leste e sudeste da Ásia, uma vez que está nos planos de Barak Obama usar o território russo para o deslocamento de tropas norte-americanas em direção ao Afeganistão, Paquistão e Irã, apesar das dificuldades de negociação para que, em circunstâncias concretas, ocorra o livre trânsito.

Em termos de política externa, a aproximação dos EUA com os russos está de acordo com os objetivos norte-americanos de se manterem hegemônicos no cenário internacional. Em curto prazo, o principal concorrente é uma Europa unificada, por isso o suporte à Rússia pode significar um freio ao controle dos Europeus sob as suas adjacências. Quanto à forma de controlar a expansão do sempre importante Império russo é um problema que pode ser jogado para o futuro, com outro contexto e nova conjuntura.

 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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