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Guiné-Bissau voltou a viver instabilidade política na quinta-feira, dia 1 de abril, quando militares liderados pelo antigo chefe da Armada, almirante José Américo Bubo Na Tchuto e pelo “número dois” do “Estado-Maior General das Forças Armadas” (EMGFA), coronel Antonio Indjai , detiveram o almirante Zamora Induta, 44 anos, chefe do EMGFA, e mantiveram sob prisão domiciliar o Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, que se negou a renunciar, mas foi logo libertado. Por outro lado, Zamora Induta, continua detido.

De acordo com informações da Panapress, o Coronel Antonio Indjai e o Almirante Bubo Na Tchuto emitiram um comunicado em nome da EMGFA acusando Zamora Induta de lhes ter “traído” nas suas expectativas de modernizar a corporação, além de ordenar detenções arbitrárias de cidadãos e levar as Forças Armadas a intrometerem-se em assuntos da competência de outras estruturas do Estado, consubstanciando uma “flagrante violação do princípio do apartidarismo das Forças Armadas“.

No sábado, dia 3 de abril, a Presidência portuguesa da “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP) emitiu um comunicado condenando “o uso da força para a resolução de divergências“, noticiou a “France Press” (AFP). De acordo com informações publicadas pela “Agência Lusa” a CPLP está “muito preocupada” com a segurança do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e do Presidente do país, Malam Bacai Sanhá, mas rejeita o envio de uma força de interposição.

O Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, afirmou à imprensa que “vai haver uma missão política e que irá colocar-se à disposição das autoridades para realmente tentar enfrentar todos os assuntos que estamos identificando como pertinentes”.

Ainda no sábado, foi enviada para a Guiné-Bissau uma delegação tripartite integrada por representantes da “União Africana” (UA), da “Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental” (CEDEAO) e da “Organização das Nações Unidas” (ONU), com a missão de se inteirar da situação no terreno e ajudar a identificar os passos a dar para restabelecer a normalidade no país.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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