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HONDURAS CAMINHA PARA NORMALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES EXTERNAS COM A “COMUNIDADE INTERNACIONAL”

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A situação de Honduras caminha positivamente para a normalização das relações com a “Comunidade Internacional”. O Chile, no dia 30 de julho, e o México, no dia seguinte, reataram as relações diplomáticas com Honduras e alegaram que suas decisões foram tomadas com base no relatório da “Comisão de Alto Nível” (CAN) da “Organizaçãao dos Estados Americanos” (OEA), que foi solicitada para verificar a atual situação do país.

 

Segundo foi anunciado pelo “Ministro do Exterior” chileno, Alfredo Moreno, quando comunicou em entrevista coletiva a decisão do Governo de seu país, neste Relatório chegou-se à conclusão de que o governo hondurenho, sob a chefia de Porfírio Lobo, “reflete claramente os avanços que tem havido em matéria de institucionalidade democrática e também em matéria de direitos humanos em Honduras”.

Ademais, ainda consta no Relatório, que o governo atual conseguiu “substantivo avanço” para cumprir o “Acordo de São José e Tegucigalpa”, pois “cumpriu em criar a ‘Comissão da Verdade e Reconciliação’ com pessoas de reconhecido prestígio (…) e criou um gabinete de unidade nacional” .

O Ministro chileno informou também que, pela avaliação, a atual administração do país realiza “os avanços à situação judicial do presidente Zelaya”, acrescentando que as eleições foram “livres”, razão pela qual, para o governo chileno, o governo de Porfírio Lobo “é o Governo que representa Honduras”.

A “Secretaria das Relações Exteriores” (SRE) do México seguiu à decisão chilena no dia seguinte. A situação hondurenha caminha para a normalização de suas relações exteriores com o mundo, já que a “Comunidade Internacional” está revendo seu posicionamento.

Na América Central, dos membros do “Sistema de Integração Centro-Americano” (SICA), apenas a Nicarágua recusa rever sua posição e, na América do Sul, agora são três países (Chile, Colômbia e Peru) que têm posicionamentos diversos da decisão da “União das Nações Sul-Americanas” (UNASUL).

Segundo analistas internacionais, os demais países da UNASUL e aqueles do denominado “Bloco Bolivariano” (no qual, por exemplo, também estão Nicarágua e Cuba) terão de rever suas considerações sob o risco de ficarem isolados. A exigência deles é a Anistia incondicional para o ex-presidente Manuel Zelaya, afastado sob a acusação de crimes politicos e comuns.

Ressalte-se, em especial, o caso do Brasil, que os acompanha, mas não faz parte do Bloco e é tido pelos observadores internacionais como o ator que está mais decidido em manter sua posição.

De acordo com vários analistas, o perigo que estes países correm, depois do Relatório da “Comissão de Alto Nível” (CAN) da OEA reside no fato de ficarem associados a uma condição contrária àquela que estão anunciando, ou seja, ficarem associados ao possível erro de Zelaya, já que fez parte do “Acordo de São José e Tegucigalpa” que a “Comissão de Verdade e Conciliação” verificasse os fatos ocorridos durante, depois e, principalmente, antes do movimento que afastou Zelaya.

Por esta razão, o sinal positivo da Comissão da OEA a favor do atual governo hondurenho pode indicar que o a questão juridica de Honduras está e foi correta e isto trará desconforto e perda de prestígio internacional para aqueles que não reconhecerem  Porfírio ‘Pepe’ Lobo.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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