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Honduras começa a retomar sua condição

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A tarefa do atual presidente de Honduras, Porfírio “Pepe” Lobo começa a produzir os primeiros resultados significativos desde que tomou posse e assumiu o governo em 27 de janeiro de 2010.

Os passos de Lobo com a busca pela “Anistia Geral” e a emissão de “salvo-conduto” para Manuel Zelaya ir República Dominicana produziram os resultados iniciais necessários perante a comunidade internacional, embora tenham sido criticados pela mídia mais à esquerda, aquela que continua dando ênfase ao acontecimento ocorrido no país ao longo do segundo semestre do ano passado, 2010.

O reconhecimento de seu governo já havia sido anunciado por parte dos EUA, Panamá, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Peru e havia sido comunicado que El Salvador estava estudando a possibilidade. Recentemente, a União Européia comunicou que reconhecerá o novo governo, trazendo a certeza de que as linhas de financiamento e os créditos concedidos pelos europeus retornarão. Este era um objetivo chave para Lobo.

Ontem, dia 11 de fevereiro, o “Banco Mundial” anunciou que os créditos para o país que haviam sido congelados foram reabertos, voltando Honduras a ter acesso aos 390 milhões de dólares para a realização de 17 projetos que estão prontos, esperando os recursos para terem início.  

O próximo passo para recuperar o reconhecimento internacional está sendo a instalação da “Comissão da Verdade” que será responsável pela avaliação do movimento político iniciado em 28 de junho de 2009, o qual afastou o ex-presidente Manuel Zelaya sob a acusação de crimes políticos e comuns.

A comissão será composta por cinco juristas, dois hondurenhos e três estrangeiros, estando confirmado que ela será chefiada pelo ex-vice-presidente da Guatemala (2004-2008), Eduardo Stein. Ele afirmou que aceitou o convite e irá começar as atividades em 25 de fevereiro, próximo.

A comissão fará observações sobre os fatos que ocorreram antes e durante a crise. Além disso, ela irá propor que sejam feitos reparos jurídicos na legislação do país. Nas palavras de Stein, para “(…) completar alguns vazios nas leis hondurenhas”.   Por essa razão, o trabalho deverá ter duração maior do que a esperada, mas pela avaliação do atual presidente, será essencial para recobrar a credibilidade internacional.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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