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Hugo Chávez assume condução direta no retorno de Zelaya ao governo de Honduras

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não compareceu à Reunião de Cúpula do MERCOSUL, no Paraguai. A explicação pela ausência foi a de que Chávez iria acompanhar diretamente o retorno do presidente afastado de Honduras, Manuel Zelaya, ao seu país para recuperar o governo.

 

A tensão tem aumentado, pois, com o envolvimento direto do venezuelano, o quadro tende a mostrar os subsídios necessários para que se inicie uma guerra civil. O quadro está se desenhando com dois fatos: o deslocamento do Manuel Zelaya, presidente afastado de Honduras, para a fronteira de da Nicarágua com Honduras e com os anúncios feitos por jornais venezuelanos de que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, está recebendo as autoridades do atual governo hondurenho no seu país. É possível que as partes estejam negociando os apoios que receberão quando iniciar o conflito, caso Manuel Zelaya force o seu retorno amanhã, de acordo com o anunciado. Honduras tem sido visto como o terceiro fracasso direto da tática chavista de auxiliar na  implantação governos parceiros na América Latina. O primeiro, muito foi dito sobre isso, é a Colômbia, graças à condução da política pessoal de Álvaro Uribe que conseguiu colocar um freio na política externa do venezuelano. O segundo foi na eleição de Alan Garcia no Peru, quando o presidente peruano apresentou à imprensa o apoio que o seu concorrente, bolivariano e aliado pessoal de Hugo Chávez, Olanta Humala, recebia apoio do presidente venezuelano. O terceiro caso está sendo Honduras, uma vez que as aproximações entre Zelaya e a Venezuela ficaram transparentes, tanto em relação aos acordos econômicos que os países estavam fazendo, quanto no estímulo para o plebiscito. Segundo anunciado nos jornais internacionais, as urnas que seriam usadas para o pleito eleitoral vinha da Venezuela, transportadas por aviões venezuelanos.

A situação está tendendo ao impasse, pois o envolvimento direto de Hugo Chávez colocará obrigará a uma resposta do venezuelano, caso o Exército prenda Manuel Zelaya, que será acompanhado de autoridades de outros países, inclusive do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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