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Hugo Chávez deixa claro que pretende permanecer no poder

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Chávez anunciou na quarta-feira, dia 12 de maio, que pretende continuar no poder na Venezuela. Declarou que não tem planos de se aposentar e pretende disputar as eleições presidenciais do país em 2012, quando completará 13 anos no cargo, visando novo mandato de seis anos.

Foi direto e incisivo em suas palavras. Durante sua reunião com as companhias de petróleo que venceram a licitação para a exploração da “Faixa do Orinoco” ele disse: “Não tenho planos de sair. Deus saberá e o povo. Esta é uma democracia” (…) “Este mandato terminará em 2012. Haverá eleições presidenciais e se eu estiver com saúde – até agora esbanjo – serei candidato outra vez. Eu já disse, não é nenhum segredo, e o povo decidirá“.

A declaração mais enigmática sobre suas pretensões foi emitida quando se dirigiu aos empresários presentes e disse que “Não se preocupem que não haverá mudança de governo a curto prazo. Não precisam se preocupar com o que acontecerá depois de Chávez“.

A última frase foi interpretada por observadores como uma ironia, mostrando que não apenas participará de futuros pleitos como tem certeza de que vencerá qualquer processo eleitoral, pois tem consciência do controle exercido sobre o processo político na Venezuela; consciência dos mecanismos que usa para garantir uma vitória e sabe também que precisa dos recursos internacionais que vem recebendo nos acordos que vem firmando para manter sua estratégia de controle político, por intermédio do controle social.

Usou do argumento da permanência no poder como forma de garantir a exploração de petróleo pelos consórcios das empresas vitoriosas*. Analistas têm acentuado que é uma forma de convencer os investidores a não confrontá-lo por meios diretos e principalmente indiretos, já que o apoio constante deles reduzirá riscos de que possam ocorrer mudanças nas regras do jogo, pelo menos nos próximos dois anos e meio.

Dentre estes riscos está a estatização, constantemente adotada pelo venezuelano, sob o título de nacionalização, como o que ocorreu recentemente com a “Universidade de Santa Inês” (USI), localizada no estado de Barinas – a oeste de Caracas.

Intérpretes das ações do venezuelano apontam que neste caso seguiu o seu procedimento padrão, após uma “nacionalização”: apazigua o povo com medidas assistencialistas, visando reverter às críticas sobre a ação. No caso da Universidade, Chávez anunciou no twiter (rede social na internet) que: “Estudantes da Universidade de Santa Inés, acabo de aprovar o plano de nacionalização para o bem de todos. Agora é grátis”. A Instituição tem 44 mil alunos. 

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* Ver Nota postada no Site do CEIRI, ontem, dia 13 de maio, com o título “Apesar do antagonismo com os EUA, Chávez assina acordo bilionário com a empresa Chevron, além de outras petroleiras estrangeiras”.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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