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Hugo Chávez teme vitória do PSDB no Brasil

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está temeroso com a possível vitória do candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), José Serra, nas eleições presidenciais do Brasil a se realizarem em outubro deste ano, 2010.

Chávez tem comunicado que será uma catástrofe para o continente, pois representará um retrocesso a tudo o que foi conseguido pela esquerda, constituindo-se numa vitória dos EUA, que tudo farão para que o PT, com sua candidata, Dilma Roussef, perca as eleições.

O discurso chavista mantém-se vinculado ao padrão de oposição aos norte-americanos, como se dava no século XX. Analistas de política brasileira identificam o PSDB como um partido de centro-esquerda e não de direita, ao contrário do que tem sido dito pelo presidente venezuelano. Da mesma forma, também afirmam que nada implicará em um imediato alinhamento com os EUA.

O temor de Chávez, segundo interpretações apresentadas na mídia por cientistas políticos e analistas, está na oposição deste partido brasileiro ao regime político chavista, que tem sido identificado como antidemocrático pelas lideranças do PSDB, tanto que se posicionaram contra a entrada da Venezuela no MERCOSUL.

O receio é de que uma derrota de Dilma Roussef no Brasil leve a serem revistas as aproximações do Brasil com o governo venezuelano. Além disso, teme ficar isolado na região, restando apenas a Bolívia como aliada automática na América do Sul, uma vez que o cenário político na Argentina, no Paraguai e no Equador são hoje desfavoráveis aos líderes que estiveram ao lado de Hugo Chávez, durante os últimos seis anos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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