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Hugo Chávez segue no processo de nacionalização para garantir implantação do “Socialismo do Século XXI”

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, determinou o confisco de cem toneladas de alimentos das “Empresas Polar”, sob a alegação de que estava sendo realizado um estoque irregular com vistas à exportação clandestina, prejudicando o abastecimento popular de alimentos. O confisco foi feito pela “Guarda Nacional” que deslocou o material confiscado para os supermercados controlados pelo governo, para, segundo alegam, “garantir que ela [a comida] chegue ao povo venezuelano”.

O governo também anunciou a nacionalização (estatização) de empresas de alumínio, ferro e demais metais que existem na região de Guayana, ao sudeste do país. Foram confiscadas as empresas Norpro (ligada a norte-americana Norpro), a “Matesi Materiales Siderúrgicos”, que é uma unidade da empresa argentina “Tenaris”, que, por sua vez, é uma unidade do conglomerado ítalo-argentino “Techint”.

Chávez anunciou que a ação visa acelerar a implantação do “Socialismo do Século XXI”, que só será possível com a destruição do capitalismo nesta região, rica em reservas minerais. Acrescente-se que, geograficamente, a região de Guayana tem parte de sua fronteira com a Guiana, país com o qual a Venezuela tem contencioso fronteiriço, reivindicando território que não reconhece ser do vizinho, mas sim venezuelano.

Recentemente, houve confronto e acusações entre os dois países, além do anúncio de que os venezuelanos haviam combatido aviões norte-americanos que tinham invadido território da Venezuela. O local em que se alegou ter ocorrido, foi nas cercanias desta região. Analistas têm apontado que a principal razão para a ação é geoestratégica, e não apenas econômica, ou ideológica.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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