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Humala usa proposta de aproximação com o Brasil para acalmar investidores

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O candidato à “Presidência do Peru”, Ollanta Humala, afirmou ontem, dia 18 de abril, que deseja ter o Brasil como um parceiro econômico. Apresentou a idéia com a declaração de que pretende convertê-lo em “grande sócio” comercial, aproveitando o fato de “ter como vizinho uma potência mundial”. No argumento afirma que pretende transformar o Peru de um país dependente da exportação de commodities para uma economia diversificada, já que isto será essencial para tornar o Brasil seu parceiro. Em suas palavras:  “Nós precisamos estar preparados para nos integrarmos com o Brasil e isso significa desenvolver o Peru, porque se isso não ocorrer, (os empresários e investidores brasileiros) não encontrarão em nosso território condições para sermos sócios”.

Como os empresários peruanos temem o caráter socialista de seus discursos, Humala tem usado o possível projeto de integração comercial com o Brasil como instrumento psicológico para acalmar os setores mais conservadores, já que, pela proposta, a concretização deste projeto será possível apenas por meio da atração de investimentos externos, principalmente de iniciativa privada. Como afirmou, “queremos ser sócios do Brasil, queremos uma relação de iguais com os grandes capitalistas que virão para nosso território nacional, para que esses capitalistas ajudem no desenvolvimento da indústria peruana”.

Ou seja, está apresentando um discurso visando acalmar os segmentos empresariais e os investidores, aqueles que preferem a candidata Keiko Fujimori, mostrando que  não pretende adotar comportamento semelhante ao de Hugo Chávez, da Venezuela, cuja proximidade tem trazido temores internos no Peru e externos na America do Sul.

Vários Analistas problematizam se há espaço para a adoção por longo tempo desta política de atração de investimentos associada ao já anunciado assistencialismo que também pretende adotar em seu governo.
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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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