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INCIDENTE DE SUPOSTA ESPIONAGEM EM TERRITÓRIO NORTE-AMERICANO NÃO AFETARÁ O DESENVOLVIMENTO DAS RELAÇÕES ENTRE RÚSSIA E EUA

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O incidente ocorrido recentemente acerca da detenção e processo contra supostos onze agentes de inteligência russos que estavam instalados em território norte-americano, não afetará desenvolvimento das relações entre os dois países. Esta é a conclusão a que começam a chegar os analistas e observadores das relações políticas entre os dois Estados, Rússia e Estados Unidos da América.

 

A questão começou a ser tratada de forma a ser amenizada. Inicialmente, houve certa perplexidade por parte de setores do governo russo, bem como irritação em lideranças e autoridades, devido à maneira como o acontecimento foi tratado. Em determinado momento chegou-se a supor, graças a algumas declarações, que as relações seriam abaladas. Os supostos agentes de inteligência estão sendo acusados de estar ilegalmente no país realizando processo de americanização para no futuro obterem informações sobre setores estratégicos do país.

Devido a forma como foi criado o acontecimento, alguns observadores esperavam que os russos retaliariam, agindo da mesma forma, ou seja, também buscando e denunciando a presença de  supostos agentes estadunidenses que poderiam estar estacionados na Rússia, ou agindo contra representantes diplomáticos. Rapidamente, contudo, observadores começaram a refletir sobre o caso e a levantar questionamentos sobre o incidente. Dentre eles, a razão pela qual o FBI dos EUA decidiu trazer a tona o fato exatamente neste momento em que os presidentes dos dois países estão em processo acelerado de aproximação, podendo tornar-se grandes parceiros globais e especialistas em Relações Internacionais tem afirmado que a união dos dois antigos opositores pode vir a ser um dos pilares do real equilíbrio global, pois geraria estabilidade concreta ao sistema internacional.

Especulações sobre a forma como o problema tem sido tratado internamente nos EUA começam a trazer suspeitas de que o fato revela algo além de uma suposta rede de agentes de inteligência, mas a existência de grupos dentro dos Estados Unidos que começam a se articular para não permitir a aproximação entre os dois países.

A comunidade internacional tem esperado uma condução harmônica dos dois países e as lideranças de ambos os Estados começaram a perceber que não podem se tornar vítimas das oposições que sofrerão para que norte-americanos e russos não concluam o caminho que agora estão construindo.

De acordo com os observadores, o Presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, adotou a postura do silêncio, pois, como um estadista, sabe o peso que suas palavras podem ter. Complementar a isto, as declarações feitas pelo atual Primeiro-Ministro, Vladmir Putin, outro estadista que foi Presidente da Federação russa por vários anos, ao dar declaração, preocupou-se em mostrar que o essencial é que nada abale o trabalho que ambos os governos estão fazendo, pois têm consciência de estarem construindo obra de vulto significativo para ambos os países e de dimensão do mesmo teor para a comunidade internacional.

Começa a se tornar uma convicção para os analistas internacionais de que a parceira entre EUA e Rússia, quando concretizada poderá ser um dos fundamentos da paz internacional no século XXI. De acordo com alguns analistas, o que o incidente demonstrou, pela forma como ele tem sido conduzido, não é a continuidade da inimizade entre dois Estados, ou os resquícios da Guerra Fria, mas que, atualmente, os dois governos terão de trabalhar intensamente para fazer frente à oposição interna que existe contra a sua aproximação, bem como contra os Acordos, Tratados e demais formas de cooperação que estão sendo feitas.

Os líderes russos e norte-americanos já perceberam este fato, por isso, estão buscando formas de contornar o incidente, mesmo que surjam situações desagradáveis e gere sacrifícios, razão pela qual os observadores começam a apostar que o incidente, apesar de trazer desconforto não alterará os rumos do caminho que está sendo trilhado.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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