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Índices apontam queda na popularidade de Evo Morales

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Segundo pesquisa realizada pelo canal de TV “ATB” e pela empresa “Ipsos”, que foi divulgada pela “Agência PSI”, o índice de popularidade do presidente da Bolívia, Evo Morales, está em queda, apresentando uma redução de 9 pontos no último mês (agosto), saindo de 55% de aprovação para 46%. De acordo com os dados divulgados, em janeiro, o número era 70%.

Analistas afirmam que queda se deve aos problemas gerados pelas contradições da política adotada pelo presidente boliviano. As reformas do sistema jurídico e a “Lei das Autonomias”, em especial, geraram problemas a Morales que tem de responder as reivindicações descentralizadas, com medidas centralizadas e com desarticulação dos órgãos governamentais.

Caso ilustrativo vive o “Ministério do Meio Ambiente” que tem o problema de se impor em relação aos demais Ministérios do governo, os quais estão trabalhando por projetos de desenvolvimento do país e terão de desrespeitar às exigências ambientais, devido à urgência das demandas sociais e à necessidade de cumprir as promessas do Presidente. Morales enfrenta a situação de equacionar o problema de gerar “desenvolvimento sustentável” com a urgência da demanda e a preservação da democracia, algo que também está sob risco.

Analisas afirmam que isto está ocorrendo devido á “politização do judiciário” (uma vez que se está realizando acusações e julgamentos com fundamentos ideológicos e não jurídicos); à “judicialização da política” (significando que o espaço do político deixou de ser o espaço do debate, não havendo mais a possibilidade de manifestação da opinião, sob o risco de o de ser processado criminalmente em função das necessidades do governo); também graças à interferência do governo em atividades sociais com fins de tutelar a sociedade, tal qual está ocorrendo no caso da “Federação Boliviana de Futebol” e devido à perseguição contra os opositores de direita, como é está ocorrendo no caso do Ex-Presidente do país,  Jorge Quiroga, que foi condenado a dois anos e oito meses por difamação e calúnia contra um Banco estatal, quando acusou-o de ser uma “lavanderia de recursos ilícitos”.

Nas palavras do advogado de defesa de Quiroga, Ivan Alemán (que avaliou o resultado do processo como “vergonhoso”), “o julgamento foi organizado como conseqüência do que está vivendo todo o país. Existe uma judicialização da política”.

Os observadores acreditam que o Presidente boliviano ainda enfrentará outros problemas, pois, apesar de ser indígena, seu sucesso decorre da inexistência de lideranças para confrontá-lo e muitos dos grupos indígenas do país não o observam de forma positiva, apenas o aceitam pela inexistência de alternativa. Ou seja, aguardam a oportunidade certa.

Alem disso, Morales começa a não cumprir certas exigências populares, como foi o caso das manifestações em Potosi, em agosto, reivindicando melhoras para a região, mas que o Presidente não respondeu ao convite para ver a situação de perto. Assim, acredita-se que a popularidade de Morales ainda deverá cair mais.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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