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Indícios de golpe militar na Turquia reascende temor de nova crise política

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Ontem, dia 23 de fevereiro, a mídia internacional noticiou a prisão no dia anterior de, aproximadamente, 50 militares suspeitos de envolvimento em um complô para derrubar o governo da Turquia, atualmente sob o comando do “Partido Justiça e Desenvolvimento” (AKP, pelas iniciais em turco), de raízes islâmicas. A ação reascendeu os temores de que nova crise política tome conta do país.

O Exército turco é o segundo maior na “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN)* e é a instituição mais popular da Turquia, pois, historicamente, é identificado como o responsável direto pela modernização do país, desde o início do século XX, mas intervém intensamente na vida turca, assumindo uma tutela sobre a atividade política, da qual numerosos setores políticos, econômicos e sociais pretendem se libertar.

Depois de 1960, a Turquia já passou por quatro “golpes de Estado”. No mais recente, em 1980, os militares redigiram a atual Constituição. O motivo oficial do “golpe” foi “instaurar a democracia”, como justificou o general Kenan Evren, líder do movimento.

Sob pressão da União Européia, Bloco no qual a Turquia deseja ingressar, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, reduziu o poder dos militares com uma série de reformas no sistema militar e judicial, elevando a contestação das Forças Armadas.

Os oficiais detidos na segunda-feira, 22 de fevereiro, são acusados de terem vínculos com uma rede ultranacionalista que pretende semear o caos no país, com atentados e assassinatos políticos, para justificar uma intervenção militar contra o atual governo.

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*Para mais informações acesse  http://www.nato.int

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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