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Irã aproveita momento crítico do Oriente Médio e volta a desafiar potências ocidentais

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Foi disseminado pela mídia internacional que o chefe da “Organização de Energia Atômica do Irã”, Fereydoon Abbasi Davani, afirmou estar o governo de seu país prosseguindo com a proposta de enriquecimento de Urânio a 20% dentro do próprio território para usá-lo como combustível nuclear. Acrescentou que ainda pretendem construir 4 ou 5 reatores de pesquisa “nos próximos anos” para dar continuidade ao “Projeto Nuclear” do Irã. Segundo declarou, o primeiro deve estar em funcionamento em 3, ou 4 anos.

Analistas avaliam que a intenção do Governo iraniano não se resume à continuidade do “Projeto”, tal qual tinha sido anunciado já em junho do ano passado (2010), quando foi informado que seriam construídos vários reatores de pesquisa para produzir radioisótopos com o fim de exportá-los aos demais países da região.

Interpretam os especialistas que a questão está sendo posta estrategicamente diante da impossibilidade de o Ocidente responder neste momento, graças à crise no norte da África e no Oriente Médio.

Observadores concordam que na atual conjuntura, caso as grandes potências ameacem novamente o Irã, elas serão ignoradas. Se aprovarem mais sanções e bloqueios, o “Governo Ahmadinejad” tentará contorná-los de forma mais explícita. Na remota hipótese de o território persa ser invadido por outra coligação árabe-ocidental, esta sairia debilitada, pois os ocidentais não estão em condições de se envolver em outros conflitos.

Se os israelenses atacarem, algo não tão remoto, o Regime iraniano terá ganho o combustível que deseja para dar conteúdo religioso às rebeliões na região, já que serão oferecidos os motivos que Mahmoud Ahmadinejad precisa para tentar unir os muçulmanos, ou ao menos enfraquecer os governos de países islâmicos que são aliados dos ocidentais.

Pela avaliação dos observadores, é um momento em que Mahmoud Ahmadinejad agirá com mais ousadia, com grande possibilidade de obter várias vitórias táticas.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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