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Irã ignora comunidade internacional e parte para o desafio

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O governo do Irã deu mostras de que está ignorando a “Comunidade Internacional” e passou a desafiá-la diretamente, adotando uma postura que popularmente é conhecida como “o abraço do afogado”, ou seja a situação de criar meios para que todos sejam levados à crise, caso se decida extremar suas ações contra este país.

O governo iraniano anunciou que já escolheu os lugares para a construção de dez usinas de enriquecimento de urânio (a começar a construção da primeira em março de 2011) apostando num enfrentamento direto das exigências da sociedade internacional e das resoluções da “Organização das Nações Unidas” (ONU). Um dia depois, anunciou que o objetivo será construir mais dez  usinas, além das anunciadas, ou seja, 20 no total.

Uma primeira usina nuclear para geração de energia elétrica começará a entrar em funcionamento no próximo dia 21 de agosto de 2010, ou seja, no próximo sábado, quando será abastecido por um carregamento de combustível nuclear fornecido pelos russos.

O ex-enviado dos EUA na ONU, John Bolton, afirmou que a esperança para evitar que o Irã se nuclearize seria um ataque feito por Israel nos próximos 8 dias, pois, depois disso, a explosão do prédio no qual o combustível está sendo usado na usina atômica, acarretaria a disseminação do material radiativo, afetando a população iraniana. Bolton não crê que isto ocorrerá, concluindo que os israelenses perderam a oportunidade de fazê-lo em tempo hábil.

Especialistas têm declarado que a questão é outra, pois o ataque realizado a uma usina de produção de energia elétrica seria politicamente contraproducente e o correto é destruir a unidades de enriquecimento de urânio, mas, neste caso, as plantas então sendo pensadas e construídas sob montanhas, o que exige tipos de armamentos que gerariam reações adversas na sociedade mundial.

A questão do ataque também envolve a possibilidade de afetar os russos, já que eles estão participando do processo como forma de tentar controlar a situação e evitar que ela chegue à guerra.

Pelas apostas dos observadores, a menos que fatos novos e ações precisas de alguma das grandes potências regionais para controlar diretamente a situação, a tendência é de que a instabilidade cresça. No caso, estas potências têm de ser a China e a Rússia. No entanto, eles não conseguem precisar o momento em que a paz pode ser rompida.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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