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Irã manterá “Programa Nuclear”, apesar da aprovação da quarta rodada de sanções pela ONU

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O governo iraniano declarou que manterá seu “Programa Nuclear”, apesar da aprovação na semana passada, no dia 9 de junho, da quarta rodada de sanções pelo “Conselho de Segurança da ONU”, contando com 12 votos a favor (incluindo a Rússia e a China, que detém poder de veto), 2 votos contra (Brasil e Turquia) e uma abstenção (o Líbano).

Os iranianos declararam que o documento aprovado pelas grandes potências não tem peso e os votos contrários dos turcos e brasileiros, bem como a abstenção libanesa foram indicativos de que os norte-americanos estão “enfraquecidos”.

Segundo as afirmações manifestadas em Agências de notícias internacionais, o governo de Teerã continuará o seu projeto de enriquecimento de urânio, embora tenha afirmado que dará continuidade ao que foi acertado no Acordo assinado com Brasil e Turquia.

Eles acreditam que as sanções são apenas um percurso a ser vencido tais quais foram às rodadas de sanções anteriores e declaram que isto aumentará a união interna do país, da mesma forma que criará oportunidades para os novos talentos e valores em sua população.

Sabedores desta tendência, os EUA começam a pensar nos planos alternativos, considerando que as sanções não surtirão efeito em termos de demover o governo de Ahmadinejad do seu planejamento. Para isto, já estão estruturando medidas e ações coordenadas nos, informalmente denominados, planos B, C e D, que se configuram num conjunto de medidas para demover as pretensões do governo iraniano, juntamente com a manutenção das já anunciadas sanções econômicas, aprovadas no dia 9 de junho, pois acreditam que elas não serão suficientes.

Pelas sanções se deseja impedir o desenvolvimento de setores vinculados à área nuclear, ou que possam ser a ela associadas, cancelando investimentos e a circulação financeira nos Bancos, além de aumentarem as vistorias em navios iranianos nos portos do mundo, para verificação do que está sendo transportado. Com as medidas alternativas os resultados destas sanções serão potencializados, pois agirão em setores complementares. 

Dentro destes planos estão seqüências de ações diplomáticas, políticas, militares e a operação denominada de “Braindrain Project” (algo próximo a: “Projeto de Cooptação de Cérebros”), com o objetivo de atrair os intelectuais e os especialistas nucleares do Irã.

Está previsto, também, um programa para minar a infra-estrutura nuclear do país, além de manter o uso das ameaças de ataques de outras potências, como tem feito até o momento com Israel. Os estadunidenses pretendem intensificar tais ações, caso o governo de Teerã mantenha sua política, algo que se espera que será feito.

Os norte-americanos têm consciência de que isto ainda será insuficiente, daí pensar usar estas várias atitudes de forma coordenada, para ir minando a resistência do governo de Teerã até conseguir colocá-los à mesa de negociações.

Com as sanções, segundo afirmam, o objetivo é tornar cada vez maiores os custos do “Programa Nuclear” iraniano. Com as ações complementares, objetiva-se minar as condições internas de produzirem alternativas.

Assim, os EUA acreditam que será possível colocar o governo do Irã no processo de negociação com as grandes potências e com o restante da comunidade internacional, além dos países que lhes têm dado apoio diplomático.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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