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Japão aguarda posicionamento chinês quanto a todos os japoneses detidos na China

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O mês de setembro foi palco para as discussões diplomáticas entre China e Japão em relação ao incidente envolvendo um barco pesqueiro chinês e um barco patrulha japonês no “Mar da China Oriental”, especificamente nas ilhas Senkaku. Durante o período de diálogos, alguns japoneses foram presos na China por filmarem e fotografarem instalações militares.

O caso ganhou a atenção da imprensa e de analistas locais, onde, diante do crescente desentendimento diplomático entre ambos os lados e da ameaça iminente às suas relações comerciais, o governo japonês anunciou a libertação do Capitão chinês, que estava sob sua custódia.

Tal anúncio foi motivo de fortes críticas ao Primeiro-Ministro do Japão, Naoto Kan, que negou ter utilizado de intenções políticas para resolver o caso, afirmando que  o problema foi analisado de acordo com as normas e leis japonesas.

Após o ocorrido, as atenções se voltaram para o tratamento que Beijing daria aos japoneses presos na China. Três funcionários da mineradora Fujita foram libertados ontem e um foi mantido sob custódia para investigações.

Segundo a Agência de notícias oficial da China, Xinhua, eles foram libertados após reconhecerem que agiram contra as leis chinesas, bem como que fizeram tais imagens das instalações militares na província de Hebei de forma ilegal. Embora a mídia chinesa tenha divulgado esta versão, analistas japoneses acreditam que a libertação tenha sido uma resposta igualitária dada pelos chineses ao governo do Japão por este ter libertado o Capitão da embarcação a China.

As relações sino-japonesas são de suma importância para o futuro econômico e desenvolvimento do leste-asiático. Devido a isto, inúmeros economistas e analistas acadêmicos de ambos os lados acreditam que os governantes não devem por em risco suas relações por eventos como estes e farão o possível para manter as relações “fortes e saudáveis”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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