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Japão e Alemanha posicionam-se contra as metas econômicas apresentadas pelos EUA e Coréia do Sul

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Estados Unidos e Coréia do Sul defenderam entre os membros do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) a meta de efetuar cortes nos desequilíbrios em conta corrente em 4% ou menos de seus “Produtos Internos Brutos” (PIB), até 2015.

De acordo com os norte-americanos, seria uma forma indireta de fazer com que países como a China assumam os objetivos de reequilíbrio do crescimento global, já que resistem a aceitar os compromissos com relação à sua política cambial.

Japão e Alemanha se opõem à proposta, pois consideram irrealista estabelecer metas numéricas para metas macroeconômica que são determinadas pelas atividades privadas de empresas e indivíduos.

Segundo o ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, “a idéia de estabelecer metas numéricas é irrealista”. Fontes ligadas ao governo japonês expressaram a idéia afirmando que “A crença tradicional do Japão é a de que (…) embora os saldos fiscais possam ser controlados por meio de políticas, os saldos comerciais e em conta corrente não podem”.

A solução proposta está dividindo os G-20. Como declarou o “Banco da França” (Banco Central Francês), ela é  “analiticamente e economicamente falha”. Mas aceitam que também “pode contribuir para apaziguar as tensões sem comprometer ninguém com uma política de taxa de câmbio específica”, pois garante flexibilidade entre as economias.

As autoridades japonesas se contrapõem à rigidez da meta proposta, contudo aceitam que a taxa estabelecida possa servir de referência para fazer valaições e buscar o equilíbrio.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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