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O Japão ainda não superou a crise financeira e econômica mundial e, desde que assumiu o atual primeiro ministro, Yukio Hatoyama, o país trabalha com alternativas para a estabilização de sua economia.

 

Uma das alternativas está em apostar na estrutura das relações comerciais entre países asiáticos, membros do ASEAN + 3 (Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Tailândia, Brunei, Vietnã, Mianmar, Laos e Camboja junto com China, Japão e Coréia do Sul), por meio do reforço dos acordos comerciais e do investimento na questão da moeda de troca entre esses países, buscando uma alternativa à moeda de divisa atual: o dólar norte-americano.

Os japoneses estão estreitando mais as relações com o seu principal parceiro comercial na atualidade, a China, atuando não apenas em bloco, mas também em relações bilaterais. O objetivo é obter novos investimentos deles para contribuir com o desenvolvimento econômico.

Essas estratégias estão sendo trabalhadas desde que Hatoyama assumiu o cargo de primeiro ministro e, ontem, dia 6 de outubro, o governo japonês anunciou o corte de 28 bilhões de dólaresem despesas. Agoraserão avaliados os projetos que serão cancelados. No projeto orçamentário original, os gatos com os planos se aproximavam de 164 bilhões de dólares.

Também estão sendo discutidos outros meios de assistência ao Afeganistão, ao invés de continuar a missão de reabastecimento da Força Marítima de Autodefesa no Oceano Índico, acordo que irá durar até janeiro de 2010.

Também ontem, em reunião com Peter Nelson, secretário de negócios da Grã-Bretanha, foi pedido ao governo japonês à prorrogação do programa. Hatoyama informou que planeja continuar contribuindo com a manutenção da paz e estabilidade no Afeganistão, mas será por outros meios e levando em consideração a vontade do povo afegão. O governo japonês está reavaliando políticas em diversos setores para diminuir as despesas do país na medida do possível.

A situação econômica japonesa foi retratada pela própria população, pois a maioria foi contra a realização das olimpíadas de 2016 na cidade de Tóquio, demonstrando que a sociedade nipônica prioriza que seu governo minimize as despesas e tome medidas para que o país consiga sair da crise mundial, sem grandes perdas.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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