LOADING

Type to search

LÍDERES BOLIVARIANOS CONVOCAM UNASUL PARA TRATAR DA CRISE ENTRE COLÔMBIA E VENEZUELA

Share

O presidente da Bolívia, Evo Morales, solicitou ao presidente interino da “União das Nações Sul-Americanas” (UNASUL), o atual presidente do Equador, Rafael Correa, a convocação dos líderes dos países signatários do Organismo intrnacional da região para buscarem uma solução pacífica e definitive ao impasse que  foi criado entre a Colômbia e a Venezuela.

 

A questão que está mobilizando as atenções diz respeito às acusações por parte da Colômbia, com apresentação de provas, de que os guerrilheiros das “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (FARC) estão usando o território venezuelano como “santuário” em todos os Estados da Venezuela que têm fronteira com a Colômbia: Zulia, Táchira, Apure e Amazonas.

De acordo com a denúncia, feita por policiais colombianos, os acampamentos com suas localizações são os seguintes: o Bolivariano (N10°4042 W72°3203); o Ernesto (N10°4103 W72°3203) e o Berta (Santrich) (N10°4051 W72°3026).

O governo da Colômbia solicitou audiência pública na “Organização dos Estados Americanos” (OEA) para apresentar as provas e isto trouxe descnforto à Venezuela, já que, de acordo com o embaixador colombiano na OEA, Luis Alfonso Hoyos, estas provas já haviam sido entregues ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez,  “há muitos anos“, e não receberam resposta, indicando que há apoio direto do país vizinho nas ações do grupo guerrilheiro. Diante dos fatos e das ações, os líderes bolivarianos se mobilizaram para evitar que o acontecimento reduza o campo de ação destes aliados.

O presidente Morales (Bolívia) afrmou que a UNASUL deve ser a mediadora do problema, não necessitando da OEA, nem dos EUA. Rafael Correa (Equador) veio em apoio e disse que tratará do problema na UNASUL e Hugo Chávez afirmou que solicitará as FARC para que abandonem as luta armada, sem mencionar que esta foi uma proposta defendida pelo presidente colombiano Álvaro Uribe, e seu antecessor, durante vários anos, sendo item importante de um processo de pacificação do país em que a guerrilha seria convertida em “partido politico” para entrar no processo democrático, mas a proposta foi recusada pelo grupo. O recurso retórico dos bolivarianos é de que os argumentos dos colombianos estão sendo jogados ao público para gerar uma Guerra na região, estimulada pelos EUA.

Analistas afirmam que este argumento visa desviar a atenção para o fato de os colombianos estarem apresentando para a comunidade internacional as provas da acusação e estarem exigindo apenas que o presidente da Venezuela assuma uma posição clara e não permita mais que as FARC tenham apoio direto em seu território, já que ela é um problema da Colômbia e poderá ser solucionado, desde que não haja interferência de nenhum Estado.

Tentando amenizar a situação, Morales declarou que tem otimismo em relação ao novo presidente que assumirá o governo em Bogotá no dia 7 de agosto de 2010. Em suas palavras, “Sabemos quais interesses tem o presidente da Colômbia, que amanhã, depois de amanhã se irá. Eu tenho muita confiança de que o novo presidente da Colômbia (Juan Manuel Santos) evitará qualquer conflito com a Venezuela“.

Além disso, tem direcionado o discurso ao povo da Colômbia inocentando-o de qualquer culpa, já que considera que ela pertence ao atual presidente, Álvaro Uribe, e dos EUA. Conforme declarou, “não é culpa do povo colombiano, só alguns presidentes da Colômbia tontamente se submetem aos Estados Unidos para provocar guerra, em uma estratégia do império norte-americano com seu instrumento, que é o capitalismo“.

Uribe tem viajado pelo país e declarado que é necessário eauxiliar as cidades que foram prejudicadas com o encerramento das relações comerciasi entre os dois países. Já o Presidente eleito, Juan Manuel Santos, está aguardando a posse para se manifestar. Neste momento tem preferido o silêncio e, apesar de estar recebendo o cortejo dos bolivarianos, acredita-se que ele manterá a política adotada por Uribe e vários observadores afirmam que poderá intensificá-la.

Tags:
Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!