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Lugo caminha para o isolamento, mas dá indícios de que está buscando outra estratégia

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As críticas da esquerda paraguaia ao presidente do país, Fernando Lugo, dão indícios de que este tenderá a ficar mais isolado, ao longo de 2010. Os partidos, grupos e lideranças da esquerda estão aumentando suas críticas e afirmando que, apesar de ele ter reunido as esperanças deste segmento ideológico, isto foi um engano.

Dois fatos foram destacados: a alegação de que ele está perseguindo a esquerda marxista ao longo do Paraguai e o seu comportamento pró-EUA, apesar de declarações suas a favor de Hugo Chávez.

Confirmando tais declarações, estes mesmos grupos e indivíduos destacaram a maneira como o Presidente se portou no Uruguai, durante a posse de José Mujica, Presidente eleito deste país, buscando tirar fotos ao lado de Hilary Clinton.

De acordo com às avaliações esquerdistas, foi algo tendencioso, tanto que a diplomata titular da embaixada dos EUA, Liliana Ayalde, fez declarações elogiando o Paraguai e afirmando que são aliados e continuarão assim.

Em suas palavras, “nossa relação com a administração do presidente Lugo sempre foi positiva e esperamos continuar com essa linha (…) é parte da continuidade das relações que datam de muito tempo atrás e seguramente continuarão no futuro”.

Lugo começa a ficar mais isolado. Está perdendo a base de apoio; o vice-presidente já se pronunciou contrário ao mandatário e disposto a assumir o governo; no Senado, a oposição tem maioria e está dominando o cenário político; na sociedade ele perdeu a credibilidade, devido às denúncias de paternidade não assumida e aos processos de reconhecimento que está respondendo.

Contudo, o atual bom relacionamento com os EUA traz indícios de que o Presidente esteja revendo seus posicionamentos estratégicos, para garantir a sobrevivência até o fim de mandato. Um traço confirmatório disso foi o anúncio feito por Lugo de que  deseja contar com a presença do Presidente dos EUA, Barack Obama, nas comemorações do bicentenário do Paraguai, em 2011.

É uma nova estratégia que refletirá, seguramente, na política externa brasileira. Os norte-americanos começam a produzir frutos do seu novo planejamento para a América Latina. Eles ainda os colherão.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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