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Mais empresas de comunicação passam para o controle do governo venezuelano

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Foi anunciado, ontem (9 de julho) na imprensa internacional que o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, encerrou as atividades e passou para o controle estatal mais 154 rádios FM. Além dessas, outras 86 rádios AM também serão submetidas.

 

O argumento apresentado é o de dar continuidade ao processo de socialização da sociedade venezuelana, afirmando que tal atitude visa promover a democratização da mídia, já que este é único setor no país em que a revolução bolivariana não se implantou definitivamente.

As explicações sobre as razões pela qual a estatização gera democracia, se inserem no contexto de que tais veículos têm agido contra as ações do governo, articulando-se com a oposição no intuito de boicotar os projetos de políticas públicas.

Desde que assumiu o governo, 1999, o presidente Hugo Chávez tem se esforçado em manter meios de comunicação de massa sob o seu controle, utilizando de três recursos para isso: como empresas estatais; por intermédio de cooperativas, com apoio governamental; pelo financiamento a empresas de comunicação privadas. Aquelas que não seguem determinados parâmetros têm cancelado sua licença de operação. Foi o que aconteceu com a TV particular RCTV, que não teve sua licença renovada e foi assumida pelo Estado. A tendência é que o controle aumente, principalmente neste momento em que, com a queda do preço internacional do barril de petróleo, a economia do país está passando por dificuldades e a oposição tende a crescer e a ganhar adeptos. Para apresentar os seus argumentos contrários à política chavista, precisará de canais para se expressar. O processo de estatização das rádios e TVs está inserido na estratégia política de Hugo Chávez, que modifica as estruturas políticas, jurídicas e sócias sempre como resposta a problemas e necessidades conjunturais.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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