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Mantendo linha estratégica, Rússia terá perdas comerciais, mas governo proíbe fornecimento de armamentos para a Líbia

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O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, decretou na semana passada a proibição da exportação de armamentos para o governo líbio. A medida se aplica a todo tipo de armas e equipamentos militares, apoiando a resolução do “Conselho de Segurança da ONU”, que, em 26 de fevereiro, impôs sanções contra o governo Kadhaffi.

Observadores estão afirmando que as perdas geradas pela medida podem chegar a 4 bilhões de dólares, caso ela seja prolongada, pois a Rússia é a principal fornecedora de armas a este país.

O posicionamento russo ao lado da “Comunidade Internacional” tem sido visto como uma declaração de que a Rússia  deseja caminhar junto das demais potências ocidentais em suas decisões, mas o governo Medvedev, por intermédio do ministro das “Relações Exteriores”, Serguei Lavrov,  declarou que não aceitará uma interferência estrangeira na Líbia.

Analistas afirmam que a questão deve ser relacionada com o fato de uma intervenção estrangeira gerar um regime que poderá rever os acordos internacionais, bem como as relações comerciais que eram feitas pelo regime de Muammar Kadhffi, levando à conclusão de que haverá grande probabilidade de os russos perderem este mercado, caso a hipótese se confirme.

Os observadores acreditam, no entanto, que a aproximação com os EUA não tenderá a ser afetada, caso ocorra a invasão. As relações entre os dois países caminham de forma significativa, tanto que o mandatário russo assinou uma Lei ratificando o Acordo assinado com os norte-americanos em 2009, para permitir o trânsito pelo território russo de tropas e armamentos estadunidenses, bem como dos demais participantes das “forças internacionais” que participam das operações no Afeganistão, contribuindo para o estabelecimento da paz neste país.

A convergência de opiniões é de que os russos estão fazendo os cálculos necessários para garantir que nada atrapalhe sua entrada na “Organização Mundial do Comércio” (OMC) e, para isto, o comportamento estratégico de posicionar-se ao lado das potências ocidentais é essencial.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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