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Medvedev preocupado com violência étnica na Rússia

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O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou apoio às ações da polícia russa contra as manifestações que estão ocorrendo na capital, Moscou, devido ao assassinato de um torcedor do clube de futebol moscovita Spartak, ocorrido no dia 6 dezembro. O incidente se deu na rua, depois do jogo, quando torcedores do Spartak espancaram três pessoas originárias da região do “Cáucaso do Norte” russo e Aslan Tcherkessov (originário dessa área) matou a tiros um desses torcedores. Ele alega que atuou em “legitima defesa”.

No sábado, dia 11 de dezembro, no centro da capital, foram feitas mais manifestações, reprimidas duramente pela polícia, resultando em 32 feridos. Ocorreram trocas de informações pela internet com chamadas entre grupos e organizações tanto nacionalistas russas, quanto de manifestantes originários do Cáucaso, para que houvesse um confronto.

O que era uma manifestação entre grupos de torcedores, ou a reivindicação pela aplicação da Justiça em um caso de homicídio, tornou-se confronto étnico, pois, durante as manifestações, as palavras de ordem giravam em torno do nacionalismo russo com gritos de “Rússia para os russos” e “Moscou para os moscovitas”, sendo pouca a participação ou declaração de torcedores de futebol. Na Rússia, há uma pluralidade de nacionalidades, aproximadamente, 160, sendo, contudo, 79,8% de russos.

Medvedev preocupa-se com o fato neste momento em que o país caminha para reaproximação com a Europa, para a solução dos problemas com a “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN) e está entabulando parcerias com o EUA. Acrescente-se a isso a recente indicação da Rússia  como sede da “Copa do Mundo de Futebol”, da FIFA, em 2018.

O Presidente, diante deste cenário, aprovou a decisão das forças policiais e ordenou ao “Ministro do Interior”, Rachid Nurgaliev, que cuidasse para o que o caso não leve à instigação do ódio por motivos étnicos, raciais, ou religiosos, significando que apoiará todas as medidas necessárias para ter o controle, mesmo as mais violentas, desde que dentro da legalidade.

Em suas palavras: “são especialmente perigosas as ações com vista a instigar o ódio e a hostilidade por motivos raciais, étnicos ou religiosos. Semelhantes ações põem em perigo a estabilidade do Estado. (…). As forças da ordem têm o direito de empregar, em situações semelhantes, os meios previstos na lei”.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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