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MERCOSUL segue avante e pode ser revitalizado no próximo semestre

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As preocupações dos governos dos países membros do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) de que o Bloco permaneceria estagnado, se reduzem, à medida que o Bloco dá sinais de revitalização, por intermédio de uma séria de atitudes de instituições sociais e econômicas que podem gerar ações conjuntas do grupo, especialmente do seu empresariado.

 

O setor avícola, em especial, está realizando reuniões entre entidades brasileiras (ABEF – Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos, representada por Francisco Turra, e UBA – União Brasileira de Avicultura, sob o comando de Ariel Mendes) e argentina, (CEPA – Centro de Empresas Processadoras Avícolas, presidida por Roberto Domenech). Nessas reuniões foram debatidos vários temas que vão da produção à negociação.

O objetivo é formular uma estratégia conjunta para agir no mercado europeu, visando fortalecer a posição dos países sul-americanos. Assim, estão previstos encontros com entidades paraguaias e uruguaias, para se chegar à configuração de uma ação do Bloco, fortalecendo o MERCOSUL, nas reuniões que serão realizadas entre os seus países membros e os da União Européia, que será sediada em Lisboa, no mês de novembro deste ano, 2009.

As tratativas neste encontro serão bilaterais, já que os europeus identificam problemas no MERCOSUL, devido aos posicionamentos da argentina em relação à importação de produtos industrializados e em relação à concorrência brasileira em seu mercado, demonstrando desarticulação do grupo.

A conclusão dos europeus enfraquecia o Bloco sul-americano, apesar de fortalecer o Brasil, que é visto como foco de investimentos internacionais. Contudo, a iniciativa dos empresários do setor avícola será benéfica para todos os membros do Mercado Comum do Sul e restabelece um tipo de procedimento dos processos de integração, que demonstrou sucesso no caso da União Européia: as aproximações comerciais, as parcerias empresariais, os acordos econômicos antecedem as instituições políticas, que são criadas para manterem e regularem as aproximações concretizadas, ao invés surgirem antes, como forma de impor condutas, desconsiderando os as economias, instituições políticas, sociais e culturas específicas de cada membro.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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