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Micheletti pede que não haja interferência externa

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O atual presidente de Honduras, Roberto Micheletti, solicitou aos presidentes da Argentina (Cristina Kirchner) e Equador (Rafael Correa) que evitem envolver-se no problema que está ocorrendo em seu país. Afirmou ainda que considera interferência externa as manifestações de ambos, bem como as propostas de acompanharem o presidente afastado, Manuel Zelaya, até Honduras, para fazer cumprir a determinação da OEA de reempossá-lo na presidência do país.

 

Micheletti disse que, diante da determinação do atual governo em não aceitar o retorno do presidente deposto, a presença dos demais presidentes trará problemas com grandes repercussões. A situação pode ficar crítica se esses presidentes cumprirem o que prometeram.

De acordo com o anunciado pelo atual governo, a questão de Zelaya se configura como um crime que está sendo investigado pela Suprema Corte de Honduras, a qual decretou voz de prisão ao então chefe do executivo por ações ilegais.

A estratégia adotada por Micheletti e seus partidários é de esperar para que a situação se esfrie e passar a se defender diante da sociedade internacional. Se de um lado se afirma que houve um golpe contra a democracia hondurenha, do outro as afirmações seguem no sentido de preservação da democracia, garantindo que houve uma voz de prisão ao chefe de um dos poderes de Estado que agiu ilegalmente e se posicionou no sentido de confrontar os demais poderes. É um argumento que se aproxima da afirmação de contra-golpe.

Faltam vários elementos para enquadrar a situação hondurenha. Dentre eles, o comportamento do povo, os percentuais de apoio às medidas adotadas pelo grupo que afastou Manuel Zelaya do poder e os dados acerca dos atos criminosos cometido pelo ex-presidente, que estão sendo anunciados pelo governo.

Deve-se ressaltar, contudo, que se forem confirmadas as presenças dos presidentes da Argentina e do Equador, acompanhando um possível desembarque de Zelaya em solo hondurenho, as previsões de que a situação no país tenderá ao extremo podem se cumprir.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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