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Mineradoras bolivianas terão de renegociar suas concessões

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O governo da Bolívia encerrou na segunda-feira, dia 6 de dezembro, a concessão das mineradoras que atuam no país. De acordo com o divulgado, elas expiraram e receberam apenas “autorizações transitórias especiais”, enquanto não forem substituídas por outros contratos, adequados à nova legislação no país, que ainda não foram aprovadas.

Nas palavras do vice-presidente boliviano, Alvaro García Linera, “ninguém tem motivo para se preocupar, não se proibirá nada a ninguém, simplesmente estamos cumprindo a Constituição e habilitando até que haja novos contratos (…) todos os direitos adquiridos estão mantidos”, no caso, a referencia é aos direitos dos empresários e investidores estrangeiros.

No mesmo dia, 6 de dezembro, encerraram-se as concessões de mineração e dos setores elétrico, de telecomunicações, de água e florestais, dando ao governo espaço para apresentar as novas condições para renovação das concessões, ou a assinatura de outros contratos.  Dentre as empresas afetadas destacam-se: a “Sumitomo” (Japão), a “Coeur D’Alene” (EUA) e a “Glencore” (Suíça),

O Presidente do país, Evo Morales, encontra-se neste momento no Japão negociando os investimentos deste país na Bolívia, exatamente no setor da mineração, especificamente, em acordos para a industrialização do mineral lítio, presente nas reservas de “Salgar de Uyuni” (Potosí).

Recebeu representantes da “Sumitomo” para tratar dos contratos em relação a exploração e industrialização deste mineral. Observadores afirmam que o governo boliviano não desejará romper com os investidores, excetuando-se os com as empresas norte-americanas, mas estabelecer novas condições para a assinatura dos contratos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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