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Morales adota política de aproximação com o Peru e negocia usina nuclear com o Irã

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O presidente da Bolívia, Evo Moralez, assinou convênio com o Peru para a ocupação do “Porto de Ilo”, onde a Marinha boliviana construirá sua “Academia Naval” para a formação do quadro de oficiais.

O Acordo é um desdobramento do Convênio assinado em 1992, no qual se visava o estabelecimento dos fundamentos para criar uma saída para o mar. Com a nova negociação a Bolívia poderá ter uma “Zona Franca”, com escritórios de alfândega e portuários, realizar atividades marítimas, projetos de turismo, dentre outras atividades, por um período de 99 anos, sem ter base soberana.

O presidente do Peru tem respaldado a reivindicação boliviana de uma saída para o Mar e coloca ao Chile na condição de dar o próximo passo. De acordo como o presidente Moralez, “Este acordo com o Peru nos faz pensar seriamente como a Bolívia não está só. (…). Em nome do povo boliviano, vai ao presidente Alan García, ao seu governo e ao povo peruano o nosso justo reconhecimento”.

No ano passado os dois Presidentes tiveram diálogos ríspidos, chegando Garcia a ameaçar o boliviano em relação às negociações secretas entre Bolívia e Chile. O peruano anunciou que solicitaria à “União das Nações Sul-Americanas” (Unasul) que a Bolívia esclarecesse os diálogos “reservados” entre os dois países.

Além dessa reaproximação com os peruanos, o presidente da Bolívia anunciou na semana retrasada, no sábado, dia 30 de outubro, o desejo de construir uma “usina nuclear”, tendo o Irã como parceiro no Projeto.

Alegou que o fim é pacífico. Nas suas palavras: “Não tenho por que mentir: um dos temas que avançamos com o Irã é, evidentemente, ter uma usina nuclear para fins energéticos. Quando falamos de usina nuclear nos acusam, ligando-a a uma bomba atômica; não estamos falando de bomba atômica“.

Analistas, contudo, acreditam que esta será uma forma de os iranianos romperem os bloqueios e adquirirem urânio, mineral que a Bolívia detém reservas em quantidade significativa para garantir fornecimento de material para o “Projeto Nuclear” do Irã.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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