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Morales aprova lançamento de refrigerante à base de extrato de Coca

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Foi lançada na Bolívia neste final de semana uma nova bebida produzida à base de folha de coca. O nome será praticamente idêntico ao da tradicional norte-americana “Coca-Cola”, chamando-se “Coca-Colla”.

O argumento para a adoção do nome é de que o termo “Coca” se refere à base do produto, a folha de coca, e o “Colla” é uma referência à forma como são popularmente chamados os habitantes do oeste da Bolívia, na região andina. Por esta razão a questão de direitos autorais da marca “Coca-Cola” fica resolvida, da perspectiva dos bolivianos, principalmente com o apoio que recebem do governo do país.

Segundo informações, o objetivo não é concorrer com o similar estadunidense, pois o gosto é uma mistura de guaraná, com maça e eles tem apenas a pretensão de desmistificar a o temor em torno da folha de coca, estimulando em seguida à fabricação de xaropes, licores, doces etc.

O plano está de acordo com a estratégia montada por Morales, pois se der destino industrial lícito à produção da coca, manterá o apoio da massa popular da região dos Andes, sua base eleitoral e maioria da população.

Também impedirá ações contra a produção lícita da folha, expandindo-a. O argumento da produção lícita será decisivo para o presidente boliviano, pois é neste aspecto que tem enfrentado os EUA.

Ademais, eles estão argumentando que também não concorrem com a “Coca-Cola”, pois esta é um refrigerante e eles estão lançando um energético, logo, são mercados e demandas distintas.

Segundo informações, os caminhoneiros bolivianos estão usando a bebida e a aprovaram pelo efeito estimulante que o energético tem. As autoridades bolivianas argumentam ainda que o produto não é entorpecente, tendo o mesmo efeito da cafeína, não produzindo resultados alucinógenos.

Para alguns observadores este argumento se mostrou sem sentido, pois o efeito da cocaína não é alucinógeno, e sim estimulante. O que se imagina é que a qualificação como energético seja para mascarar o fato de o refrigerante produzir os efeitos da cocaína, mesmo que em escala menor.

Conforme depoimento de caminhoneiros, eles estão gostando porque conseguem ficar várias horas sem dormir, após ingerir a bebida. O Paraguai já está importando o refrigerante e há anúncios de interessados no Brasil, Uruguai, Argentina.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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