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Morales avança no processo de estatização da economia

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que o as ações da “Fábrica Nacional de Cemento S. A.” (Fancesa), que pertenciam ao empresário Samuel Doria Medina, foram nacionalizadas (estatizadas), em cumprimento às determinações e propostas de campanha feitas ainda no seu primeiro mandato presidencial.

A Fancesa tinha como proprietários a “Prefeitura de Sucre”, capital do Departamento (Estado) de Chuquisaca,  a “Universidade Estatal de Chuquisaca” e Medina, que detinha 33,34% das ações. Ele também é dono da “Sociedade Boliviana de Cemento” (Soboce), que havia comprado as ações em 1999, na onda de privatizações ocorrida naquela época. O Presidente boliviano anunciou que a venda foi revertida, nada informando sobre a indenização que será feita, nem se ela ocorrerá.

Morales continua com seu projeto. Em 2006, nacionalizou os hidrocarbonetos; em 2008, a operadora de telecomunicações e, no ano de 2009, também nacionalizou (estatizou) quatro empresas de energia elétrica.

Analistas afirmam que há intenções políticas subjacentes à medida. Doria Medina é líder na “Unidade Nacional”(UN), partido de oposição de centro-direita, além de ser um dos principais empresários do país.

Morales tem acompanhado suas medidas com palavras de ordem, direcionadas aos segmentos populares e aos militares, aos quais fez solicitações de que continuassem estimulando o patriotismo e declarando reconhecimento de ser esta instituição uma das responsáveis pela garantia da estabilidade, soberania e progresso da Bolívia.

Os observadores estão apontando que os discursos são direcionados para garantir que não haja resistências ao processo de controle político, tentando mostrar que o governo tem “visão de mundo” semelhante às dos militares e, por isso, buscando trazê-los para o seu universo. Afirmam ainda que esta estratégia está sendo usada em toda a região.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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