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O presidente da Bolívia, Evo Morales, comparou o presidente dos EUA, George W. Bush, ao responder à exclusão do seu país da lista de países que recebem benefícios fiscais nas relações comerciais com os Estados Unidos, graças a um acordo comercial de preferências alfandegárias, denominado ATPDEA (Lei de Preferências alfandegárias Andinas e Erradicação de Drogas).

 

Já faz algum tempo que os norte-americanos têm acenado com a exclusão dos bolivianos devido a vários fatores. O cerne do tratado está na adoção de medidas claras de combate ao narcotráfico com várias medidas, dentre elas a erradicação do plantio da coca, reduzindo as áreas de cultivo ao mínimo considerado lícito. Ou seja, reduzindo a a área de plantio aquela porção que permita produzir a coca para uso medicinal, uma vez que a substância pode e precisa ser usada na fabricação de alguns remédios. Os EUA são os principais compradores da substância que é encaminhada à laboratórios para a produção medicinal e destinada aos lugares adequados.

Desde a chegada de Evo Morales ao poder que ocorre um debate intenso, recusando-se o presidente boliviano a reduzir a área de plantio, uma vez que a coca faz parte da cultura local e sua folha é usada para chás, além de outros usos específicos de acordo com traços culturais das etnias indígenas da região andina.

A lógica do tratado ATPDEA era reduzir e as barreiras alfandegárias para a entrada de vários produtos exportados aos EUA, de acordo com o cumprimento de metas no combate à produção da folha de coca, o que exigia a redução da área de plantio. A recusa dos bolivianos gerou desconforto e já se tinha acenado com a exclusão anteriormente, sabendo-se, inclusive, do prejuízo da Bolívia devido a gama de produtos que entravam em solo norte-americano, cuja barreira traria efeitos imediatos a economia dos bolivianos.

Como não se chegou ao acordo, os bolivianos foram excluídos. A resposta de Evo foi afirmar que os EUA mantêm a mesma postura anterior, apenas mudaram o estilo de impor as suas políticas, menos militar e mais diplomática, contudo mantendo os focos e exigências. Por essa razão, Evo Morales comparou os dois presidente dos EUA.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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