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Mundo fica em passo de espera em relação ao ataque norte-coreano

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O mundo aguarda o posicionamento do “Conselho de Segurança da ONU” e o da China em relação à ataque realizado pela Coréia do Norte contra o território sul-coreano, mas precisamente, aos disparos que atingiram a ilha de Yeonpyeong, no “Mar Amarelo”, próxima da fronteira marítima entre os dois países. EUA, Europa, Rússia, Japão e o “Secretário Geral das Nações Unidas” manifestaram seu repúdio ao Ato, chegando o Presidente estadunidense a declarar que a Coréia do Norte (no caso o regime, ou governo norte-coreano) constitui-se de uma  “séria e persistente ameaça”.

Obama defendeu ainda que a China seja a mediadora do processo de esfriamento das tensões, pois, após o ataque do norte, os sul-coreanos também, reagiram e anunciaram que a próxima investida receberá uma violenta contraposição, significando que recomeçará a “Guerra da Coréia”.

Analista acreditam que os chineses podem assumir este papel devido a sua posição de aliados históricos, sendo atualmente os principais fornecedores de combustíveis e alimentos ao aliado, fator que lhes proporciona capacidade para influenciar o comportamento norte-coreano. Ademais, todos concordam que o pior cenário para a China seria uma guerra na região, ou a desestabilização do Governo vizinho, que levaria milhares de refugiados para o seu território. Contudo, muitos afirmam que se superestima tal capacidade, já que o regime de Pyongyang tem como objetivo comportar-se isoladamente no cenário internacional, com configuração que, na década de 50 do século XX, era denominada de autárcica (ou seja, economicamente autosuficiente, diferentemente do conceito de autarquia, referindo-se a outro aspecto da realidade social). Por isso, há grande possibilidade de o governo de Pyongyang responder às questões internacionais em função de suas necessidades políticas internas, levando a incerteza sobre o desdobramento das situação.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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