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No dia 30 de maio ocorrerão as eleições presidenciais na Colômbia. O candidato do governo é o favorito

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A mídia não está dando atenção, mas no dia o 30 de maio deste ano (2010) ocorrerão às eleições presidenciais na Colômbia. A dúvida que havia sob a possível reeleição de Álvaro Uribe (a segunda reeleição consecutiva) foi rejeitada pela “Corte Constitucional da Colômbia”, por 7 votos contra 2, afirmando ser inconstitucional o Referendo que estava sendo proposto, para levar ao Congresso do país o projeto de reforma da Constituição para permitir nova reeleição do atual presidente.

Pesquisas de opinião indicavam que quase 60% do povo colombiano não deseja responder a um Referendo sobre este tema, de forma tal que o posicionamento da instância jurídica respaldou a vontade popular.

Independente disto, o presidente Uribe conta com alto índice de aceitação popular, com mais de 60%, o que lhe dá margem de manobra e possibilidade de eleger como sucessor presidencial o candidato oficialista, seja ele diretamente indicado, ou apenas receba seua apoio.

O nome que se sabia como certo e foi lançado esta semana na corrida presidencial é o do ex-Ministro da Defesa colombiano Juan Manuel Santos. Ele já estava trabalhando, juntamente com o partido governista (La U) para uma possível candidatura, tanto que se afastou da pasta ministerial em maio de 2009, pensando nas eleições de 2010. O ex-ministro era um nome certo, dentre várias razões, pela simpatia popular que detém.

Manuel Santos tem grande aceitação popular devido contraposição que manifesta ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e pela sua atuação contra as FARC. Na época do resgate à prisioneira das FARC e ex-candidata à Presidência da República, Ingrid Betancourt, foi muito divulgado certo destaque que se lhe atribuiu no trabalho realizado para conseguir resgatá-la.

A preocupação de Uribe era dar continuidade a sua política de governo, seja no setor econômico, sejam nos setores de Relações Exteriores e Defesa. O candidato parece preencher todos os requisitos e já busca mostrar que com a sua escolha, a política colombiana seguirá a linha que tem sido desenvolvida a pouco mais de uma década, de antes do primeiro mandato de Uribe.

Isto ficou claro na sua declaração: “A melhor maneira de mostrar nosso agradecimento (a Uribe) é construir sobre o nosso progresso. Por isso quero ser Presidente da República, porque conseguimos muito e não podemos nos dar ao luxo de reversão, pois retroceder não é uma opção“.

O cenário provável é de que ele seja eleito e, graças a sua grande participação no setor empresarial colombiano, os indícios são de que as relações com o Chile serão próximas e intensas, caso se confirmem as previsões dos analistas de que a sua eleição ocorrerá, exceto se ocorrer algo de extraordinário ao longo dos próximos dois meses e meio.  

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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