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O chefe civil da “Missão das Nações Unidas no Haiti” explica o processo de debilitação do Estado haitiano

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O chefe civil da “Missão das Nações Unidas no Haiti”, o diplomata guatemalteco Edmond Mulet, afirmou na semana passada, no Periódico “La Presse”, de Montreal (Canadá), que as ONGs, as “Agências Bilaterais de Desenvolvimento” e as “Nações Unidas” contribuíram para debilitar o Estado haitiano com a implantação de instituições paralelas que tendem a substituir o Estado haitiano. É o momento de mudar de paradigma.

Segundo Edmond Mulet, deve-se criar as condições para que o povo haitiano tenha as ferramentas necessárias para tornar-se independente da assistência internacional. Sem isto, não haverá nem reconstrução, nem desenvolvimento, nem investimento. Sem um “estado de direito”, todos os esforços serão comprometidos.

Disse que as ONGs julgaram um papel muito importante, sobretudo nos aspectos humanitários e de emergência. Porém estes esforços não coincidem com as prioridades do governo haitiano no aspecto específico da reconstrução.

Estas afirmações do chefe civil da “Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti” (MINUSTAH) tiveram uma acolhida favorável da parte de muitos setores da população. Porém, devem refletir-se na realidade cotidiana por meio de atos concretos, como o respeito da soberania do povo haitiano, a implantação de uma cooperação mais produtiva, o apoio a um verdadeiro processo democrático e não uma democracia disfarçada, caricatural, por intermédio da organização de eleições consideradas fraudulentas. Além disso, deseja-se o apoio sincero da comunidade internacional à sociedade haitiana e não somente a um governo.

ORIGINAL

POLÍTICA INTERNACIONAL – El jefe Civil de la misión de las Naciones Unidas en Haití explica el proceso de debilitamiento del estado haitiano

El jefe civil de las naciones Unidas en Haití, el diplomático guatemalteco, Edmond Mulet ha afirmado en el Periódico “La Presse” de Montreal, Canadá, la semana pasada que las ONG, las agencias bilaterales de desarrollo, las Naciones Unidas han contribuido a debilitar el estado haitiano con la implementación de instituciones paralelas que tienden a sustituir el estado haitiano, es el momento de cambiar de paradigma.

Según Edmond Mulet, hay que crear las condiciones para que el pueblo haitiano tengan las herramientas necesarias para independizarse de la asistencia internacional. Sin eso, no habrá ni reconstrucción, ni desarrollo, ni inversión. Sin un estado de derecho, todos los esfuerzos  serán comprometidos.

Dijo que las ONG han jugado un papel muy importante, sobre todo en los aspectos humanitarios y de emergencia. Pero estos esfuerzos no coinciden con las prioridades del gobierno haitiano en el aspecto específico de la reconstrucción.

Estas afirmaciones del jefe civil de la misión de estabilización de las naciones unidas tienen una acogida favorable de parte de muchos sectores de la población. Pero deben reflejarse en  la realidad cuotidiana a través de actos concretos como el respecto de la soberanía del pueblo haitiano, la implementación de una cooperación más productiva, el apoyo un verdadero proceso democrático  y no a una democracia disfrazada,  caricatural  a través de la organización de elecciones fraudulentas,  el apoyo sincero de la comunidad internacional a  la sociedad haitiana y no solamente  a un gobierno.

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Jean Garry - Porto Príncipe (Haiti)

De nacionalidade haitiana, é formado em Marketing pela Universidad Interamericana de Santo Domingo, possui Pós-Graduação em Gestão de Projetos Sociais pela Universidad Autónoma de Santo Domingo e Mestrado em Economia pela Universidad Internacional de Andalucía (Espanha). É graduado no Curso de Gerenciamento Social do Instituto de Desenvolvimento Social (INDES) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, e do curso Gestão Estratégica do Desenvolvimento Social e Regional da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) em Santiago do Chile. Tem experiência como Gerente de Marketing em diversas empresas privadas e trabalhou como consultor em Desenvolvimento Comunitário do Ministério de Obras Públicas do Haiti e em diversos projetos de desenvolvimento.

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