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Ocidente x Irã: França exige sanções, Khamenei alerta para o risco de radicalismo se alastrar para a região

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A questão do Programa Nuclear iraniano caminha para posicionamentos cada vez mais extremados,  tendendo ao impasse. Apesar de o Projeto ter sido desenvolvido com o auxílio da Rússia no seu início, os russos, e outros cinco países (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Alemanha), estão realizando reuniões para pensar uma forma de finalizar ao programa nuclear do Irã que, segundo alegam, caminha para a área militar, ao contrário do que afirmam os lideres iranianos.

 

Nicolas Sarkozy, presidente França, tem reiterado que não há elementos de credibilidade nos pronunciamentos do governo de Khameney (Líder Supremo – algo, como Chefe de Estado) e Ahmadinejad (Presidente, reeleito – seria próximo a um Primeiro Ministro). Em suas palavras: “São os mesmo líderes no Irã que dizem que o programa nuclear é pacífico e que as eleições foram honestas. Quem pode acreditar neles?”.

O problema tem levado o Líder Supremo a afirmar que os estremismos, caso continuem, não ficarão circunscritos à região, mas se espalharão pela Ásia e pelo Oriente Médio, numa alusão de que, caso queiram agir diretamente contra seu país, receberão respostas que afetarão a todo o sistema internacional.

O representantes do Irã na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) conseguiram apoio dos membros não alinhados, signatários do Acordo, para obter garantias concretas de que não haverá ameaça contra o programa nuclear do seu país, com ataques armados as usinas nucleares.

Foi uma referência direta ao acontecimento contra o Iraque, em 1981, quando os israelenses destruíram as usinas nucleares iraquianas e encerram o programa que estava sendo desenvolvido por Sandan Hussein.

O apoio dos países não alinhados para a proposta de impedir qualquer ação contra as suas usinas nucleares, acrescido das aproximações com a América Latina, darão ao governo iraniano subsídios para resistir em seu intento, mas, certamente não haverá recuo da parte das potências ocidentais que sabem das consequências da continuidade do projeto.

O que está no horizonte é o investimento das principais potências ocidentais nas cisões internas que estão aparecendo no Irã, apesar de o o Líder Supremo, Ali Khameney, ter negado que tenha informações concretas da participação ocidental, estimulando a oposição ao governo de seu país. A tendência é para a radicalização.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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