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Para a Europa nada pode substituir um Acordo entre Teerã e a “Agência Internacional de Energia Atômica”

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Um porta-voz da “Alta Representante da Política Externa da União Européia” (UE), Catherine Ashton, afirmou que o documento firmado entre o Brasil, Turquia e Irã “não responde a todas as inquietações” da comunidade internacional.

O anúncio feito nesta segunda-feira pode constituir um passo na direção correta, caso sejam confirmados os detalhes do acordo, mas isto não responde a todas as inquietações sobre o programa nuclear de Teerã (…). O fracasso do Irã para se comprometer seriamente e fornecer garantias sobre o programa e não respeitar as resoluções que foram aprovadas são as razões pelas quais ainda estamos perseguindo as sanções [no] Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas” (ONU), declarou o porta-voz.

O Presidente do “Conselho Europeu”, Herman van Rompuy, exigiu que o Irã “tranqüilize” à comunidade internacional e prove que não tem ambições militares nucleares.

Estamos muito preocupados com relação ao programa nuclear do Irã“, advertiu Rompuy, em entrevista coletiva. “O Irã até o momento se negou a ter discussões sérias relacionadas a seu programa nuclear“, queixou-se.

Rompuy afirmou que a UE está disposta a dialogar sobre o programa nuclear iraniano, mas o Irã rejeita a oferta, assim como fez com as propostas da “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA).

Após todas as complicações e confusões, pois o Irã introduziu muitas complicações nos últimos seis meses, seria conveniente que respondesse por escrito à Agência Internacional de Energia Atômica em Viena“, especificou.

A Europa duvida que um país como Irã, que desafia as sanções do “Conselho de Segurança da ONU” e resiste a permitir examinadores internacionais em suas usinas nucleares, cumprirá os termos do acordo com o Brasil e a Turquia.

O governo da Alemanha destacou que nada pode substituir um acordo entre Teerã e a AIEA, pois este é o órgão intergovernamental responsável pela cooperação científica e técnica do uso pacífico da tecnologia nuclear, além de ter a competência de fiscalizar o uso de energia e armar nucleares em todo o mundo. Ademais, a AIEA fiscaliza, a cargo da ONU, o cumprimento de resoluções e tratados internacionais sobre energia atômica e armas nucleares.

Continua sendo importante que Irã e AIEA cheguem a um acordo“, declarou o porta-voz adjunto do governo da Alemanha, Christoph Steegmans. “Isto não pode ser substituído por um acordo com outros países“.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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