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Para analistas, renúncia de Gabinete na Síria não significa avanço

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As manifestações na Síria continuam crescendo em intensidade e tem levado o Governo a pensar medidas que possam garantir a manutenção da estabilidade no território e, segundo as lideranças dos países vizinhos, também em toda a região do Oriente Médio.

Além do pedido coletivo de afastamento por parte do Gabinete, o presidente Bashar Assad anunciou que reformas estão sendo projetadas para garantir a pacificação da sociedade e a estabilidade política.

Pelo declarado, está encerrada a “Lei do Estado de Emergência”, em vigor desde 1963, e serão feitas concessões que permitam maior participação da oposição no país, bem como maior liberdade à sociedade, com a aceitação de vários direitos civis que estavam abolidos.

Analistas apontam que a Síria é um ponto nevrálgico para a paz regional e mundial e a maioria deles está insegura sobre o que pode significar o fim do atual regime. Patrick Seale, historiador norte-americano, autor de uma biografia de Hafez Assad, o pai do atual Presidente sírio, ressaltou que este país é central para as preocupações dos EUA, pois avalia que “Se a situação se deteriorar na Síria, devem ocorrer violentas demonstrações sectárias e toda a região poderá ser consumida em uma orgia de violência”.

Ele, como vários outros especialistas estão apontando que o país é dividido em grupos étnicos e  sectários que estão articulados em grupos com ação mais radical que os demais grupos existentes nos lugares onde houve e estão ocorrendo rebeliões. Acrescentam a isto o posicionamento geopolítico da Síria, localizada entre Iraque, Israel e Líbano e fazendo fronteira com a Turquia.

Observadores não acreditam que as mudanças no Governo modificarão a situação, pois o poder se concentra nas mãos do “Chefe de Estado” e de seus assessores. Para deteriorar mais a situação, manifestações estão ocorrendo dos dois lados do espectro do poder e as forças de segurança estão sendo acusadas de usar indiscriminadamente da violência para contê-las, gerando dezenas de mortes.

Os países ocidentais, apesar de não aceitarem a situação política interna síria há vários anos, estão inseguros sobre o que poderá ocorrer com a queda do atual mandatário, que em muitos lugares, incluindo nos EUA, é visto como um reformista, mesmo que tenha adotado posturas de confronto ao Ocidente.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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