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Para enfrentar os desafios globais a estratégia chinesa será: investir ativamente na cooperação internacional

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Em coletiva de imprensa, realizada no dia 15 de setembro, os altos funcionários da chancelaria chinesa afirmaram que o país deverá firmar pactos de cooperação com a sociedade internacional, para trabalhar conjuntamente no enfrentamento de questões consideradas estratégicas e urgentes, como a mudança climática, a não-proliferação nuclear e a crise econômica global. Neste sentido, a China segue na participação das grandes Cúpulas para pressionar a definição de estratégias de ação aos desafios globais.

 

Hoje, dia 22 de setembro, será realizada a Cúpula das Mudanças Climáticas, proposta pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O objetivo do encontro é concretizar um projeto para dar continuidade ao protocolo de Tóquio, em 2012. Em discurso, o vice-chanceler chinês He Yafei, afirmou que “a cúpula beneficiará o enfrentamento das mudanças climáticas. Todas as partes devem assumir suas próprias responsabilidades a fim de se alcançarem benefícios recíprocos”.

A China vem trabalhando sobre a questão climática internamente e, segundo Yafei, o Presidente chinês fará um discurso para pedir à sociedade internacional um reforço na área de cooperação, com o objetivo de enfrentar as mudanças climáticas e deverá apresentar as medidas que vem adotando no país no enfrentamento desses desafios.

No dia 24 de setembro, o Conselho de Segurança se reunirá na Cúpula da Não-Proliferação Nuclear e Desarmamento Nuclear. He Yafei informou que a posição de seu país é firme para a promoção da paz, se opondo a proliferação.

Ontem, dia 21 de setembro, o presidente da Associação para Paz e Desarmamento da China (CPAPD), Han Qide, durante o simpósio sobre o dia internacional da paz, realizado em Pequim, afirmou que o seu país irá manter a política de não utilizar armas nucleares como primeiro recurso, ou fazer uso e ameaças com esse tipo de armamento a países que não possuem força proporcional.

Sobre a questão da crise econômica mundial, na “3ª Cúpula Financeira dos Líderes do G20”, os altos funcionários da chancelaria chinesa esperam que sejam apresentados resultados concretos para a recuperação da economia mundial, reforma dos órgãos financeiros internacionais, desenvolvimento comum e oposição ao protecionismo comercial.

O presidente do Banco Popular da China, Guo Qingping, afirmou que “o Fundo Monetário Internacional deve elevar a posição dos países em desenvolvimento em suas reformas. A cúpula em Pittsburgh deve aumentar os direitos de votação dos países em desenvolvimento”.

Apesar da tendência estável da economia global, sem ter uma base de recuperação sólida, os chineses acreditam que a cúpula de Pittsburgh é fundamental para o enfrentamento da crise. Sobre este assunto, o assistente do ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, assinalou que “a economia mundial está a caminho da recuperação. Todos os países devem manter a estabilidade de suas políticas macroeconômicas e continuar adotando políticas financeiras e monetárias favoráveis à situação nacional. A comunidade internacional também deve opor-se ao protecionismo comercial”.

A posição chinesa sobre os temas expostos é de suma importância para a sociedade internacional e, principalmente, para os países asiáticos, pois a recuperação econômica global e a estabilidade econômica daquele país é um fator que, por sua atual magnitude e importância, pode auxiliar na recuperação econômica das demais economias.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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