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Para EUA, a urgência é de negociação diplomática e cooperação

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O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou ontem, terça-feira, dia 5 de abril, que este é o momento para que sejam retomadas as negociações entre israelenses e palestinos. Após reunir-se na “Casa Branca” com o presidente de Israel, Shimon Peres (outro laureado com o “Prêmio Nobel da Paz”, em 1994), Obama afirmou que se deve retomar e acelerar o processo de paz, aproveitando a situação de mudança que está ocorrendo no norte da África e no Oriente Médio.

Em suas palavras: “Com os ventos da mudança soprando no mundo árabe, é mais urgente do que nunca que nós tentemos agarrar a oportunidade de criar uma solução pacífica entre palestinos e israelenses”.

Analistas apontam que a ação é essencial e estratégica para evitar que cresçam as manifestações dos grupos radicais palestinos contra os israelense, bem como para impedir que eles dominem o processo atual das relações judaico-palestinas, levando a uma reação em alta escala por parte de Israel, algo que estimulará a violência no conturbado momento político da região e certamente servirá de argumento aos fundamentalistas do mundo árabe e muçulmano.

Obama também manifestou na semana passada, sexta-feira, 1 de abril, o posicionamento estadunidense diante da situação na Costa do Marfim, pedindo ao ex-presidente Laurent Gbagbo, derrotado nas eleições marfinenses, que deva “parar de reivindicar a presidência”.

Este país vive um momento de violência extrema e os EUA estão se vendo na obrigação de se posicionar diante da crise, pois tem sido essencial para os estadunidenses que retomem e/ou mantenham a liderança moral diante da comunidade internacional, já que suas atitudes na Líbia e nos demais países das nações africanas foram realizadas para defender os “Direitos Humanos”.

Os Estados Unidos precisam, no entanto, que a situação marfinense seja resolvida rapidamente, pois não poderá ter assuntos pendentes em muitas frentes, conscientes que estão da sua atual condição econômica e sabedores de que o pior momento ainda está por surgir, podendo nascer do contencioso imediato entre Irã e Arábia Saudita.

Acrescentando combustível ao processo, está emergindo o descontentamento dos sauditas com o governo dos EUA por este não ter apoiado o presidente deposto do Egito, Hosny Mubarak, durante a revolta que o afastou do poder.

Analistas afirmam que os norte-americanos não tinham como apoiar Mubark e precisavam reorganizar sua política externa e estratégia para a região, algo que está sendo feito neste momento, mas, para o governo saudita, isto não é relevante, pois ele se vê diante da hipótese de as revoltas invadirem seu país e é certeza de que colocarão os EUA em um grave dilema.

Observadores afirmam que, diante da conjuntura criada, os norte-americanos cada vez mais estão investindo em acordos de cooperação para segurança internacional (principalmente “Coligações Militares”) envolvendo as demais potências mundiais em qualquer atividade bélica, algo que está sendo feito.

Além disso, também estão trabalhando em negociações diplomáticas para atuar preventivamente e evitar escaladas de violência, outra tática que também está sendo executada.

Acreditam os especialistas que a Diplomacia precisa ser estimulada como a principal forma de evitar que os conflitos se generalizem de maneira trans-fronteiriça, uma vez que, apesar de haver várias rebeliões em países na região, estas não adquiriram conteúdo unificado, como movimento pan-árabe, islâmico, ou de choque de civilizações.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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