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Política de “boa-vizinhança” do Japão com a China está em situação critica

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O Japão, desde o início do ano de 2010, tinha uma política externa regional focada em boas relações com as nações vizinhas para a Cooperação em prol do desenvolvimento da região. Em seus objetivos, a China foi e continua sendo um grande desafio.

Tokyo e Beijing estava trabalhando de forma conjunta para resolver assuntos regionais, voltados à economia da região, à resolução de algumas disputas territoriais e à exploração de recursos no “Mar da China Continental”, mas a colisão do navio pesqueiro chinês com uma embarcação militar japonesa complicou as relações.

Chineses e taiwaneses, que reivindicam território próximo das ilhas Senkaku, iniciaram protestos e manifestações anti-japonesa com objetivo da libertação do capitão da embarcação chinesa, sob custódia dos nipônicos.

Embora o caso não aparente ser de grande importância no âmbito internacional, para a região foi motivo de instabilidade nas relações entre chineses e japoneses. A China cortou visitas de representantes de alto escalão de seu governo ao país vizinho e suspendeu as negociações conjuntas com o Japão, para a exploração do gás natural no “Mar da China Oriental”.

A atitude radical chinesa e a falta de flexibilidade em ambos os países contribuem para as tensões entre os Estados e trazem um “mal” para a região, interferindo nas principais parcerias comerciais e econômicas entre ambos com reflexos regionais imediatos.

O caso chamou a atenção dos Estados Unidos, onde o secretário adjunto de Estado norte-americano, Philip Crowley, pediu calma aos dois lados para resolverem o impasse de forma negociada. Até o momento, ambos se criticam e não apresentam progressos positivos para a estabilidade das suas relações, preocupando as demais economias do leste asiático.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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