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Popularidade de Chávez cai na Venezuela, em meio a prisões e anúncio da visita de Putin

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Em meio a onda de prisões de opositores ocorrida na semana passada, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, viu sua popularidade e nível de confiança da população cair entre as classes mais baixas da sociedade venezuelana (D e E), a poucas semanas das eleições legislativas no país.

Chávez tem acusado os opositores e centrado foco na imprensa, como forma de manter sob controle o setor popular que foi sua base de apoio ao longo dos dez anos em que está no poder, exatamente as classes D e E, nas quais, atualmente,  apenas 35% e 43%, respectivamente, alegam confiar no Presidente.

A pesquisa foi realizada pela empresa Hinterlaces e está de acordo com avaliações realizadas por outras empresas privadas, que também apontam a queda da popularidade do presidente, principalmente devido às crises econômicas e energética e a insegurança reinante no país. De acordo com o divulgado, no ano de 2006 os índices eram de 72,6% na classe D e de 75,4% na classe E.

As ações repressivas têm aumentado, bem como os ataques realizados contra os EUA, a “Organização dos Estados Americanos” (OEA), a “Comissão Interamericana de Direitos Humanos”; à Colômbia e demais países que são identificados pelo venezuelano como defensores dos interesses dos EUA.

O mandatário venezuelano aproveitou para anunciar a visita de Vladimir Putin, atualmente Primeiro Ministro da Rússia, na próxima sexta-feira, dia 2 de abril de 2010. Não foi comunicado o caráter da visita oficial, mas, provavelmente, serão tratadas questões comerciais entre os dois países, embora se espere que Chávez faça críticas intensas ao Acordo Nuclear que será assinado em breve entre os russos e os norte-americanos.

Não se acredita que algo vá alterar a postura dos russos, nem que estes tomem posicionamentos comprometedores. À Rússia está sendo positiva a aproximação com os EUA e, com relação à Venezuela e demais países bolivarianos, interessa fechar acordos comerciais e não políticos, ainda mais com as recomendações de Chávez acerca da leitura ideal para os povos da América Latina (Marx, Lênin e Mão Tse-Tung) feita, recentemente, durante reunião ocorrida no Equador. 

Analistas têm apostado que Putin ouvirá o presidente venezuelano, tratará de acordos comerciais e irá embora, agindo da forma pragmática que tem marcado seu comportamento político ao longo de sua estada no poder.  

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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