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Porfírio Lobo avança no seu processo de reconhecimento internacional

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A liberação pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) do montante de US$160 milhões para Honduras foi o sinal de que o Órgão reconhece como legítimo o governo eleito de Porfírio “Pepe” Lobo.

Com isso, o atual Presidente resolve parte significativa dos problemas que ele tem para conseguir recursos internacionais e pode garantir a governabilidade, que estava sob risco, devido à escassez de recursos.

Também poderá dar continuidade ao processo de reconhecimento internacional de sua eleição, que hoje ainda conta algumas recusas, embora não mais tão significativas, apesar de haver países como o Brasil adotando esta postura.

Segundo anunciado, a maioria dos países membros do FMI já reconhecem o governo Lobo, o que levou à decisão deste Órgão. Nas palavras do porta-voz do Fundo, Andreas Adriano, “Posso confirmar que o FMI reconhece e tratará a administração de Porfírio Lobo como o Governo de Honduras”.

Analistas entendem que a postura do governo Lula se deve mais ao fato de estar esperando a oportunidade para encerrar à questão de forma honrada e menos pela recusa em relação ao novo mandatário.

O discurso do Brasil mudou da recusa total para a aceitação condicional. Depois para a de observador, afirmando que está à espera de medidas internas que sejam “confirmadoras da retomada da democracia no país”.

Hoje, está vinculando o reconhecimento apenas à condição de que sejam criadas possibilidades para o retorno de Manuel Zelaya ao país como cidadão, para que ele possa retomar às atividade políticas.

Como a possibilidade de isto acontecer é mínima, a evolução da situação brasileira certamente será de voltar à condição de observador e passará a ignorar a questão hondurenha.

O objetivo é evitar constrangimentos ao governo do presidente Lula durante o processo eleitoral para presidente da República no Brasil, agora em 2010, jogando o problema para o próximo governo brasileiro.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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