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Porfírio Lobo mantém postura de não confrontação e trabalha para garantir a aceitação internacional de seu governo

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O presidente de Honduras, Porfírio Lobo, tem mantido a postura de não confrontação e negociação para garantir a aceitação internacional ao governo de seu país. Após aceitar participar apenas da reunião de encerramento da “VI Cúpula da União Européia-América Latina e o Caribe” (ontem, dia 19 de maio), como forma evitar constrangimento à Espanha, o hondurenho adotou medidas e fez declaração que foi vista positivamente pela comunidade internacional e tem levado analistas a apostar que o a normalização da situação de Honduras perante a comunidade internacional ocorrerá de forma mais acelerada.

Dentre as medidas, duas merecem destaque:

(1) foi anunciada a retirada da ação perante “Corte Internacional de Justiça de Haia” (CIJ) contra o Brasil. A acusação foi de ingerência durante o governo transitório de Roberto Micheletti, após o movimento que afastou o ex-presidente Manuel Zelaya, por acusações de crimes políticos e comuns. É uma forma de sinalizar aos brasileiros que não se desgastará enfrentando um país com o qual tem relações positivas, devido a um equívoco de política externa. Esta ação coloca o hondurenho no papel de negociador e isto terá peso perante a sociedade internacional, mesmo que a diplomacia brasileira reaja com ironia, algo que pesará contra ela, neste momento em que mesmo o “Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos”, José Miguel Insulza, assinala positivamente para o reconhecimento coletivo de Porfírio Lobo e criticou a imposição contra a presença do mandatário de Honduras na “Cúpula de Madrid”.

(2) a segunda medida foi a solicitação de que a Espanha participe das investigações sobre os assassinatos de jornalistas em seu país, defendendo uma postura que aponta para um casamento com as exigências das entidades internacionais de direitos humanos.

Para completar a conduta que agora está adotando, Porfírio Lobo criticou a decisão da Corte Suprema de Honduras de afastar os juízes da casa que se manifestaram contra o movimento político contra Zelaya.

Em suas palavras: “Não concordo com a decisão tomada pela Corte Suprema de Justiça, mas a respeito, porque é um poder independente (…). Devemos evitar esse tipo de situação que geram ainda mais dificuldades aos hondurenhos”.

Os ex-juízes Guillermo López, Ramón Enrique Barrios, Luis Alonso Chévez e Tirza Flores iniciaram uma greve de fome. Analistas acreditam que o Brasil não se manifestará sobre o assunto.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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