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O atual primeiro ministro do Japão, Naoto Kan, adotou a postura de manter boas relações com os demais países asiáticos, principalmente com a China, para reerguer a economia do Japão e firmar seu país como potência econômica.

Nesta terça-feira, Kan tomou uma atitude diferente dos Premiers anteriores: decidiu não visitar o “Templo de Yasukuni”*, durante sua posse no governo.

Este Templo, que homenageia os militares mortos na “II Guerra Mundial”, geralmente é visitado pelos governantes do Japão para honrar os combatentes. Embora este gesto seja comum no país, ele sempre gera alguns desentendimentos entre chineses e japoneses.

Acho que é um problema para o primeiro-ministro e os ministros prestar oficialmente homenagens no Templo Yasukuni, porque criminosos de guerra de primeiro nível estão homenageados ali (…). Não planejo prestar minhas homenagens enquanto estiver no cargo (…)”, declarou Kan ao Parlamento.

Pelo ponto de visto econômico e político, a decisão de Kan tem fundamento, pois, entre o ano de 2007 e 2008, o comércio bilateral entre China e Japão cresceu cerca de 13%, chegando a China se tornar o maior parceiro comercial do Japão e a ser o segundo maior destino de exportações japonesas, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Ademais, nos anos de 2001 a 2006, as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países foram prejudicadas, pois o Primeiro-Ministro da época, Junichiro Koizumi, realizou inúmeras visitas ao “Templo de Yasukuni”.

No atual cenário do continente asiático, manter relações com a China é fundamental para as economias e para o desenvolvimento regional. As boas relações sino-japonesas serão essenciais para a recuperação econômica japonesa e para o desenvolvimento do leste-asiático.

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* No “Templo Yasukuni” estão cerca de 2,5 milhões de militares mortos na ultima grande guerra, dentre os quais, 14 são criminosos de guerra condenados pelos aliados após a vitória da II Guerra Mundial.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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