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Presidente angolano responde às “micro-tentativas” de fomentar, em Angola, as manifestações que floresceram no norte da África e Oriente Médio

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Na cerimônia de abertura da primeira sessão extraordinária do “Comitê Central do MPLA” (“Movimento Popular de Libertação de Angola” – partido do atual governo angolano), realizada no dia 15 de abril, o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, declarou que “hoje há uma certa confusão na África e alguns querem trazer essa confusão para Angola”, acrescentando que “devemos estar atentos e desmascarar os oportunistas, os intriguistas e os demagogos que querem enganar aqueles que não têm o conhecimento da verdade”.

Para essa gente, revolução quer dizer juntar pessoas e fazer manifestações, mesmo as não autorizadas, para insultar, denegrir, provocar distúrbios e confusão, com o propósito de obrigar a polícia a agir e poderem dizer que não há liberdade de expressão e não há respeito pelos direitos”, ressaltou o Presidente.

Santos desmentiu informações referente à falta de liberdade no país, afirmando que surgem cada vez mais partidos políticos, associações cívicas e profissionais, organizações não-governamentais, jornais privados, rádios comunitárias e demais associações em Angola.

Entre fevereiro e março deste ano (2011), protestos foram convocados pela internet e por SMS e tinham como principal objetivo manifestações contra o Governo de José Eduardo dos Santos, criticado por causa de sua longevidade no poder (Santos está há 32 anos no poder), mas ganharam poucos adeptos no país, apesar do manifesto “A Nova Revolução do Povo Angolano” ter se espalhado nas redes sociais.

De acordo com informações publicadas no “Jornal do Brasil”, em entrevista a uma rádio, o jornalista e ativista Rafael Marques, que mantém um site anti-corrupção, criticou a iniciativa e disse que teme “um banho de sangue”, pois “os angolanos são profundos praticantes e conhecedores da violência”. “É preciso estruturar a sociedade no sentido de se preparar para o pós-Eduardo dos Santos”, defendeu Marques. Com a nova Constituição, a próxima eleição presidencial está prevista para 2012.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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