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Primeiro ministro japonês renuncia sua promessa de retirar militares norte-americanos de Okinawa

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O Primeiro-Ministro do Japão, Yukio Hatoyama está em visita à província de Okinawa, localizada no sul do país. Durante seu encontro com os líderes regionais, Hatoyama renunciou à sua promessa, realizada durante a campanha eleitoral, de retirar as Bases Militares norte-americanas da região.

O caso da transferência da base aérea americana da província chamou a atenção de governantes e da população local, gerou uma série de protestos e revoltas por parte delas exigindo uma ação rápida do governo japonês em retirar as bases de operações militares estrangeiras daquela localidade.

Em sua primeira visita à província para debater o assunto, Hatoyama declarou a imprensa: “realmente estou desolado por ter de pedir aos habitantes de Okinawa a sua compreensão porque uma parte das operações da base terá de ser mantida”.

Durante seu encontro com o Governador de Okinawa, Hirokazu Nakaima, o Premiê japonês descreveu os pontos dos planos de transferência e mencionou que até o dia 31 de maio será quase impossível resolver por completo a questão, mas que ainda está determinado em buscar os melhores caminhos para a resolução do caso. Este fato causou um descontentamento local, pois o líder nipônico havia dito que até o dia 31 de maio teria uma posição definitiva quanto à questão.

Os planos de transferência se baseiam em fragmentar partes dessas operações em algumas cidades da mesma província, em áreas menos povoadas, que não tenham graves impactos ao meio ambiente. Porém esses planos deverão contar com a compreensão dos governantes locais e dos habitantes destas cidades, onde em grande parte são totalmente contrários a quaisquer planos de transferência desses militares para suas cidades.

Embora haja determinação na resolução do caso por parte do Primeiro-Ministro, tanto especialistas japoneses, quanto norte-americanos consideram difícil ser honrado o prazo proposto por Hatoyama para resolver a questão, pois, além da resistência local, ainda existe o fato dos Estados Unidos serem contrários ao plano japonês de transferência dos seus militares.

Os EUA alegam que o plano é inviável, pois é muito difícil para Washington conseguir controlar e operar as bases separadamente. Por fim, a “Casa Branca” declarou que só estará disposta a iniciar uma negociação com Tokyo assim que o governo japonês conseguir o consenso dos habitantes e dos governos das cidades para onde seria transferida parte das operações militares.

A atual situação impõe um grande desafio ao governo de Hatoyama. Além da pressão vinda por parte dos EUA e dos governos locais, ele ainda terá de prestar contas aos seus eleitores, uma vez que o foco de sua campanha eleitoral para a região foi retirar toda a presença militar estrangeira da província e não apenas parte dela. Atualmente, o Primeiro-Ministro está com grande índice de rejeição no local, onde ele obteve a maioria de seus votos durante as eleições para assumir o cargo que ocupa no país.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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