LOADING

Type to search

PROPOSTA DO BRIC DE ALTERNATIVA AO DÓLAR PODE COMEÇAR ADOTANDO MODELO USADO POR BRASIL E ARGENTINA

Share

O BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) já havia comunicado a idéia de substituir o dólar como moeda corrente nas transações no comércio internacional. Para desenvolver a proposta será feita uma reunião entre os presidentes dos Bancos Centrais e Ministros da Economia dos membros do Grupo, na qual se deseja fazer estudos corretamente articulados para apresentar uma proposta concreta, em setembro, na reunião do G-20 (Grupo dos países de maior economia mundial, fazendo parte tanto os países desenvolvidos, quanto os países desenvolvidos, quantos os países em desenvolvimento). A reunião será realizada em Pittisbusg, nos EUA.

 

A idéia é começar pelo modelo adotado por Brasil e Argentina, pelo qual as moedas dos países são usadas diretamente, sem a necessidade da aquisição de dólares para efetuar transações comerciais.

No relacionamento bilateral entre esses dois países a experiência tem sido positiva, tanto que mesmo os cidadãos de ambos têm comerciado sem problemas em vários ambientes e situações.

Tal proposta foi apresentada, inclusive, na Reunião de Cúpula do MERCOSUL, quando se sugeriu que todos os membros do Bloco usassem livremente suas moedas pela região do Mercado Comum do Sul, até ser criada a moeda única.

Para que esse modelo seja adotado pelos membros do BRIC, também já estão sendo acertados outros encontros entre os presidentes dos Bancos Centrais e Ministros da Economia de Brasil, Rússia, Índia e China, de forma bilateral, para tratar da sua execução em etapas.

Apesar das dificuldades técnicas envolvidas, as trocas comerciais podem ser agilizadas, contudo, isso não significa que irá facilitar as negociações, pois há problemas acarretados pela diferenças entre os pesos específicos de cada moeda, o poder e a dinâmica de cada economia, as diferenças culturais, os diversos modos de negociação, as fragilidades sociais de cada país, a penetração maior, ou menor das organizações criminosas na economia formal e informal. Esse conjunto de fatores pode tornar o uso livre das moedas um agente desestabilizador do sistema.

Deve-se ressaltar que, caso a experiência seja executada, os EUA sentirão os impactos e, talvez, o resultado seja maior desequilíbrio no sistema internacional, que se tornará progressiva e aceleradamente mais instável.

 

 

Tags:
Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.