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Protecionismo Latino-americano: maior prejuízo no setor de calçados

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As medidas protecionistas adotadas por Argentina, Equador e Venezuela afetaram mais fortemente a indústria calçadista brasileira, sendo estimado um prejuízo de US$ 150 milhões este ano devido às barreiras.

Heitor Klein, presidente da Abicalçados (associação que representa o setor calçadista no Brasil), afirmou que, por exemplo, as autoridades argentinas impuseram o limite de 15 milhões de pares por ano além de o país impor as licenças de importação não-automáticas, reduzindo em cerca de 20% os embarques. Há atraso na liberação de importações de 37 setores, dentre os quais, móveis, têxteis e brinquedos.

Segundo Klein, desde 2008, as importações oriundas do Brasil estão bloqueadas no Equador, que instituiu piso de US$ 10.00 para importação de pares de calçados, dificultando a compra de fornecedores estrangeiros. Com isso as vendas externas brasileiras tiveram um declínio de 28,6%.

A indústria têxtil também está sendo muito afetada pelo protecionismo regional. Na Venezuela, os itens desse setor, assim como os calçados, deixaram de integrar a lista de prioridade de importações e, por isso, passaram a ser cotados no câmbio paralelo, quatro vezes mais alto que o oficial. Na área de calçados, as vendas foram reduzidas à metade este ano.

São problemas que precisam ser observados, pois, em breve afetará fortemente esses setores de nossa economia que necessitarão refazer os seus respectivos planejamentos estratégicos, além de formular uma ação conjunta com o governo brasileiro para não perder mercado.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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