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Protestos na Venezuela crescem com a indicação de Ramiro Valdés, para auxiliar na solução da crise econômica e energética do país

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Os protestos na Venezuela têm aumentado de tom com a crise econômica e as medidas de emergência anunciadas para enfrentar a crise energética que assola o país. Mas as declarações opositoras se tornaram mais intensas com o convite feito pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, a Ramiro Valdés, o ministro da Tecnologia cubano.

Pelas declarações que estão sendo anunicadas na Venezuela, o convite, na realidade, tem como fim aumentar a repressão, a censura e o controle interno. O ministro cubano, de acordo com fontes, não tem relações com a administração de problemas econômicos nem tem trabalhado com sistemas de produção e gerenciamento de energia. Também não exerceu funções de gerenciamento de crises no setor.

A oposição venezuelana tem afirmado que sua especialização em Cuba é em monitoramento para controle e repressão na internet. Por isso, acredita-se que está sendo convidado para auxiliar no controle da sociedade e não para buscar saídas para a crise que se instalou no país. Um dos indícios para tal afirmação está no fato de o governo venezuelano não ter ouvido a Ordem dos Engenheiros da Venezuela.

Além deste fato, os cidadãos estão incomodados com o grande número de cubanos ocupando cargos na administração pública, nas empresas estatais e nos demais organismos do Estado venezuelano. O total de cubanos, até agora divulgado, chega a 65.000 (sessenta e cinco mil), aproximadamente.

O incômodo popular com as medidas adotadas para gerenciar a crise e com a forma como foram feitos os investimentos nos setores produtivos tem cristalizado um processo de cisão e distanciamento entre a sociedade e o governo. São passos de uma ruptura que poderá acontecer em futuro próximo. 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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