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Próximo das “eleições legislativas”, Chávez aposta tudo para não perder controle do Congresso venezuelano

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Faltando dez dias para as “eleições legislativas” na Venezuela, o presidente do país, Hugo Chávez, passou a atacar em todos os campos para atrair os votos dos eleitorado ao seu partido, o “Partido Socialista Unido de Venezuela” (PSUV).

Internamente, está atacando a oposição acusando-a de tramar fraude no processo eleitoral. Da mesma forma, está exigindo respeito pelos resultados que sairão da votação, também acusando a oposição de tramar um “esquema de denúncias de fraude”, montando estratégia para exigir a não validação dos resultados, caso ela não consiga impedir que o governo obtenha a maioria qualificada.

A oposição necessita eleger 67 deputados para impedir as aprovações de “Leis Habilitantes”, as que proporcionam mudanças estruturais na Constituição do país, e 56, para impedir as votações das “Leis Orgânicas”.

Analistas apostam que o PSUV vencerá o pleito mas perderá a maioria. Por isso, a batalha eleitoral está em torno da conquista ou perda desta 67 (no mínimo 56) cadeiras pela Oposição, agora unificada na denominada “Mesa de Unidade Democrática” (MUD).

O Executivo está aplicando todos os recursos. O Presidente voltou a agir como garoto propaganda para a venda de eletrodomésticos no que ele chama de “preços socialistas”, atacando as empresas privadas que oferecem os mesmos produtos com preços mais caros. É uma linguagem simples, que tem fácil compreensão e, por isso, resultados imediatos.

Durante a propaganda veiculada nas redes estatais de TV,  distribuiu brindes e achincalhou os concorrentes para a marca chinesa que o governo está importando a preços baixos, com o intuito de manter o apoio da classe mais pobre do país, sua base de apoio, dentro da qual estava tendo perdas .

Independente dos comentários que a atitude está recebendo da mídia, da oposição e da “Comunidade Internacional”, oscilando entre críticas a respeito do que se espera de um “Chefe de Governo” e “Chefe de Estado”, ou levando o comportamento do Presidente para o campo do ridículo, a aprovação a Chávez, que estava em queda acelerada, chegando a 36%, teve recuperação de 10 pontos em agosto, voltando para 46%, algo que refletirá no resultado eleitoral.

No entanto, continua incerto para o governo se garantirão o número de cadeiras que desejam. Analistas afirmam que não será surpresa o mandatário radicalizar o processo na Venezuela, caso a Oposição consiga seus intentos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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